Um ano depois do “Morango do Amor” ser um dos fenômenos da Feira Nacional do Doce (Fenadoce), impulsionado por uma onda nacional nas redes sociais, doceiros ainda apostam em novidades para conquistar o público. Na 32ª edição da feira, que segue até 2 de agosto no Centro de Eventos, receitas originais, relançamentos e combinações diferentes dividem espaço nos balcões com os clássicos.
Na doceria Anette Ruas, a principal novidade continua sendo o “Tia Nilza”, criado no ano passado em homenagem aos 70 anos da empresa. Feito à base de nozes, fios de ovos e coco, o doce retornou à Fenadoce após ser bem aclamado em sua estreia. “O Tia Nilza caiu na graça do povo”, diz o gerente Willian Damasceno.
Segundo o gestor, a boa aceitação levou a doceria a manter também outros lançamentos recentes, como o “Beijo da Nona”, criado em referência aos 150 anos da imigração italiana, e o “Beijo Caipira”. A empresa ainda prepara uma novidade para o segundo fim de semana da feira.
A Delícias Portuguesas também decidiu resgatar receitas já conhecidas do público. Entre os retornos estão o “Delícia de Nozes”, inspirada na vila da Batalha, em Portugal, e o “Véu de Noiva”, doce de origem açoriana.
A proprietária da doceria com nome lusitano, Maria Eulália Duarte, explica que muitos lançamentos surgem para uma edição específica da feira, mas poucos conseguem permanecer ao longo dos anos. Os doces ligados à tradição portuguesa, por outro lado, costumam manter espaço permanente no cardápio. “A tradição é importante, mas as novidades também têm o seu papel para atrair o público”, admite.
Já a doceria Santa Clara apostou em uma proposta diferente. O lançamento da vez é o “Charqueada”, que mistura elementos doces e salgados em uma referência à tradição charqueadora da região. O produto combina caramelo e leite condensado com sucrilhos torrados e flor de sal.
A gerente Daiane Xavier afirma que a intenção foi oferecer uma alternativa capaz de atrair até mesmo quem prefere sabores menos doces. Segundo ela, a aceitação das novidades costuma depender do gosto do público e, muitas vezes, da repercussão que os produtos recebem fora da feira.
“A gente quis trazer algo diferente, uma opção para quem gosta de sabores mais próximos do salgado. […] Se a pessoa gosta de caramelo, vai sentir vontade de provar. É um doce bem diferente”, conta Daiane.
Parceria para o desenvolvimento regional

(Foto: Samuel Baez)
Nem só de açúcar é feita a Fenadoce. Nesta sexta-feira (17), o Centro de Eventos sediou a reunião da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul). O principal destaque foi a assinatura de um protocolo de intenções entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a entidade para ampliar a cooperação entre a instituição de ensino e os municípios da região.
A proposta é aproximar o conhecimento produzido pela universidade das demandas locais, criando oportunidades para que pesquisadores, professores e estudantes contribuam em áreas como desenvolvimento regional, agricultura familiar, sustentabilidade, turismo e adaptação às mudanças climáticas. O acordo também prevê a construção de uma rede de colaboração entre os mais de 100 cursos oferecidos pela UFPel e as necessidades identificadas pelas administrações municipais.
