Dom Antônio Zattera chegava a Pelotas para assumir o cargo de bispo

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Dom Antônio Zattera chegava a Pelotas para assumir o cargo de bispo

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Há 84 anos

No dia 9 de julho de 1942, a comunidade de Pelotas mobilizava-se para acolher aquele que viria a transformar a história religiosa, cultural e educacional da região. Vindo da Serra Gaúcha, Dom Antônio Zattera desembarcou no município para assumir como terceiro bispo da Diocese de Pelotas, sucedendo a Dom Joaquim Ferreira de Melo.

Nascido em Garibaldi em 1899, Zattera era conhecido por sua personalidade enérgica. Antes de Pelotas, demonstrou sua liderança em Bento Gonçalves, onde fundou colégios e dirigiu peças teatrais educativas. Sua trajetória incluiu, ainda, a atuação como capelão-chefe das tropas gaúchas na Revolução de 1930, missão que lhe rendeu o título de Cônego Honorário do Cabido de Porto Alegre.
Guiado pelo lema “Omnia possum in Eo qui me confortat” (Tudo posso Naquele que me fortalece), sua determinação não conheceu limites. Em 1950, inaugurou as obras de ampliação da Igreja Catedral de Pelotas, entregando à comunidade o presbitério com sua imponente cúpula e os afrescos do italiano Aldo Locatelli, que ele trouxe para o município para executar a decoração do novo templo.

Último pedido

O bispo articulou, em 1953, a criação da primeira Faculdade de Filosofia fora da capital. O pioneirismo expandiu-se com novos cursos e culminou na fundação da Universidade Católica de Pelotas, criada por decreto do presidencial em outubro de 1960.

Em 1965, Dom Antônio assumiu a reitoria da instituição. Ele permaneceu à frente da diocese por 35 anos, até 1977, aos 78 anos. Seu último pedido foi o de permanecer em Pelotas. Mudou-se para um aposento no Instituto de Menores, onde prestou assistência social e religiosa até o fim de sua vida, em 15 de outubro de 1987.

Fontes: site Memorial Dom Antonio Zattera; Dicionário de História de Pelotas

 

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