Carlos Júnior (PSD) assumiu a Secretaria Adjunta Estadual do Esporte com a tentativa de destravar o projeto do ginásio multiuso previsto para Pelotas. A obra, estimada em praticamente R$ 5 milhões e financiada pelo Funrigs, foi anunciada em 2025, mas ainda não chegou à etapa de licitação.
A articulação começou no ano passado. O vereador Antonio Peixoto, também do PSD, participou das tratativas com a Secretaria Estadual do Esporte e acompanhou a apresentação do anteprojeto. Naquele momento, a prefeitura indicou uma área próxima à UPA do Areal para receber a estrutura. O local, porém, mudou. Segundo Carlos Júnior, o terreno do Areal acabou destinado ao projeto Moradia Segura para Mulher em Medida Protetiva. Com isso, o ginásio deverá ser construído no Fragata. O endereço da nova área ainda não foi divulgado.
“Ele será remanejado para o Fragata, pois o espaço do Areal foi usado para outro projeto”, explicou o secretário adjunto. Carlos Júnior afirma que Pelotas está apta a receber a obra e que o processo está na etapa final dos encaminhamentos.
Uma das dificuldades é a situação do Município no Cadin estadual. Certidão emitida ontem mostra que Pelotas tem cinco pendências: duas vinculadas à Secretaria da Agricultura, uma à Secretaria de Desenvolvimento Social e duas à Secretaria de Obras, por meio do Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social. Os registros foram incluídos entre janeiro e março deste ano. A Prefeitura tenta regularizar a situação para permitir o avanço do projeto. A certidão não informa a origem nem os valores das pendências.
Na Rádio Pelotense, Carlos Júnior, o diretor administrativo da secretaria, Maurício Martins, e o diretor técnico, Paulo Rezende, colocaram o ginásio entre as prioridades da nova equipe. Peixoto também segue acompanhando o projeto. O ginásio terá quadra em dimensões oficiais e poderá ser utilizado tanto para atividades esportivas quanto para apoio humanitário em situações de emergência. “O ginásio vem em uma hora boa. Tomara que dê certo. Temos o Ginásio do Karosso, mas não é para competições de alto nível”, afirmou Carlos Júnior.
O projeto continua previsto, mas ainda depende da confirmação do terreno no Fragata, da regularização do Município no Cadin e da definição de um cronograma para a licitação.
Cobrança de Ramil
Ao final da apresentação na reabertura do Theatro Sete de Abril, Vitor Ramil aproveitou a presença do prefeito Fernando Marroni para fazer uma cobrança pública sobre a preservação do Centro Histórico. Antes de cantar Satolep, composta aos 19 anos, lembrou que a música nasceu da vontade de falar sobre Pelotas sem produzir uma canção “chapa branca”, em plena ditadura.
Ramil dedicou a apresentação ao pai, que trabalhou por muitos anos na prefeitura e era crítico da substituição dos paralelepípedos por asfalto. Citou especificamente o entorno do teatro, onde as pedras foram cobertas, e sugeriu que o Município estude a recuperação do pavimento original.
A cobrança foi além do calçamento. O músico também criticou uma cidade planejada prioritariamente para os automóveis e demonstrou preocupação com a verticalização do Centro. Ao concluir, disse que deixava ao prefeito uma “baita pressão” em nome do pai.
Vagas na educação
O vereador Júnior Fox (PL) apresentou, em 12 de junho, um pedido de informações para saber quantos profissionais temporários foram contratados pela Secretaria Municipal de Educação em 2025 e 2026, em quais funções e escolas estão lotados e quantas vagas ainda permanecem abertas na rede. Também questionou os motivos para os cargos não preenchidos e se novas contratações já estavam em andamento.
A Prefeitura respondeu em 2 de julho, mas não apresentou nenhum dos números solicitados. No ofício encaminhado à Câmara, o prefeito Fernando Marroni pediu a prorrogação do prazo para que a Secretaria de Educação pudesse reunir os esclarecimentos. A situação ganhou outro peso depois de a Comissão de Constituição e Justiça barrar o projeto do Executivo que autorizava a contratação temporária de 186 profissionais para a Educação no início dessa semana. Os dois episódios estão ligados pelo mesmo ponto: a falta de informações detalhadas sobre a necessidade apresentada pelo governo.
O Executivo afirma que precisa ampliar as contratações para atender às demandas da rede, mas ainda não informou quantos temporários já estão trabalhando, onde estão as principais carências e por que as vagas existentes continuam abertas. Os dados não resolvem a discussão jurídica que derrubou o projeto na CCJ, mas são necessários para que a Câmara e a população possam avaliar com mais clareza o tamanho do problema e a urgência das novas admissões.
Comando nacional
A administradora pelotense Nádia Madruga assume nesta semana a coordenação nacional do Programa Autonomia e Renda Petrobras, desenvolvido em parceria com os institutos federais de educação. A iniciativa oferece cursos técnicos e de formação continuada gratuitos para pessoas em situação de vulnerabilidade social em sete estados. Graduada pela UFPel, Nádia atuava há dois anos na coordenação administrativa do programa dentro da Fundação de Apoio ao IFSul (Faifsul), responsável pela gestão do projeto. Com previsão de continuidade até 2030, o Autonomia e Renda já ofereceu cerca de 20 mil vagas em 46 municípios localizados em áreas de atuação da Petrobras.