Há 50 anos
O então prefeito de Pelotas, Ary Alcântara, afirmou em correspondência dirigida a Oscar da Cunha Echenique, representante da família do pesquisador e escritor Alberto Coelho de Cunha, que o município iria adquirir uma obra histórica do historiador. A aquisição custaria um mil cruzeiros, valor que iria para única neta do autor pelotense Marigene Cunha.
As tratativas começaram quando o prefeito recebeu uma carta de Oscar da Cunha, em 7 de junho de 1976. Porém a notícia chegou à imprensa um mês depois, quando o município completou 164 anos. De acordo com um artigo do jornalista Airton Santos, da época, para o jornal Diário Popular, o trabalho histórico deixado pelo ilustre pelotense, continha informações “valiosas sobre a vida de Pelotas”.
Funcionário público
O pelotense Alberto Coelho da Cunha, conhecido pelos pseudônimos Vítor Valpírio e Jatyr, dedicou-se ao registro dos fatos e feitos de Pelotas em pesquisas históricas, boa parte dessa produção se tornou conhecida por meio das colunas para jornais. Foram 81 Antigualhas de Pelotas publicadas no jornal A Opinião Pública e também escreveu para História das ruas de Pelotas, no Diário Popular. O autor também teve sucesso na escrita literária.

Cunha era filho de charqueador (Foto: Reprodução)
Alberto Coelho da Cunha nasceu em 13 de setembro de 1853 e morreu em 15 de outubro de 1939. Homem da elite pelotense, era filho de Maria Antônia Coelho e do charqueador Felisberto Inácio da Cunha, o Barão de Correntes. Foi funcionário da Intendência Municipal, nomeado pelo Intendente, o engenheiro José Barbosa Gonçalves, para dirigir o Departamento de Estatística Municipal.
Neste cargo, demonstrou muita habilidade e responsabilidade no trato da coisa pública, principalmente na elaboração dos serviços inerentes ao seu Departamento. Num trabalho meticuloso de pesquisa e vivência, reuniu os fatos mais importantes da vida comunitária pelotense, desde os primórdios do Freguesia de
São Francisco de Paula até a década de 1930.
Política e família
Republicano e abolicionista, participou da formação do clube republicano da região de Arroio Grande e foi eleito para a Câmara de Vereadores da Vila, que chegou a presidir. Exerceu dois mandatos de quatro anos cada.
Em 1892, então com 38 anos de idade, casou-se com Clotildes Antunes, também natural da cidade de Pelotas, com quem teve um filho em 1903, Octavio Antunes da Cunha, que em 1976 já tinha morrido. Trabalhou no serviço público municipal por 41 anos, até a aposentadoria, aos 78 anos.
Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; wikipedia.org
Há 25 anos
Aniversário de Pelotas é celebrado com festa no Largo do Mercado Central
O aniversário de 189 anos de Pelotas foi celebrado em 7 de julho de 2001 com uma série de shows de diferentes estilos musicais, fogos de artifício e mateada no Largo do Mercado Central. O evento realizado pela prefeitura começou às 15h.
Ao longo da tarde e uma parte da noite, dez atrações musicais, além de esquetes teatrais, passaram pelo palco montado no Largo. Entre as atrações locais estiveram o grupo Feito em Casa, que fez o show de abertura, os músicos Cristiano Quevedo e Joca Martins e as bandas Lua Cheia, Cor Brasil, Legião Urbana Cover e Doidivanas.

Nei Lisboa trouxe ao evento o show do disco Cena Beatnik (Foto: Reprodução)
Nei Lisboa também esteve presente no evento e se apresentou no início da noite, acompanhado pelos músicos Paulinho Supekovia, Luiz Mauro Filho, Mano Gomes e Lúcio Bolita. Para Pelotas, o cantor e compositor gaúcho trouxe o show do disco Cena Beatnik, lançado poucos meses antes. O encerramento da festividade contou com a apresentação de uma bateria composta por integrantes de todas as entidades carnavalescas de Pelotas, bem como mestre-salas, porta-bandeiras e passistas.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense