A Pátria marcou o republicanismo no final do século 19 em Pelotas

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

A Pátria marcou o republicanismo no final do século 19 em Pelotas

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Atualizado segunda-feira,
13 de Julho de 2026 às 13:55

Há 140 anos

Em verbete escrito pela historiadora Beatriz Ana Loner, o Dicionário de História de Pelotas destaca um dos primeiros jornais de Pelotas, A Pátria. Surgido no final do século 19, o vespertino integrou a fase de consolidação da imprensa gaúcha, surgida tardiamente, a partir da década de 20 do século 18, quando se compara a outros estados, como Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.
Fundado em 1886 por Albino Costa, o periódico inicialmente tinha circulação irregular e focava na colônia portuguesa. Em abril de 1887, tornou-se diário, expandindo seu público, embora alinhado aos interesses econômicos de charqueadores e estancieiros. Naquela fase, funcionava na rua General Neto e contava com os redatores Fernando Pimentel e Gomes Corrêa.
A guinada ocorreu no final de 1888, quando Ismael Simões Lopes assumiu a propriedade exclusiva do jornal, transferindo sua sede para a atual rua Anchieta. Sob sua liderança, A Pátria transformou-se em um forte instrumento político de viés progressista e republicano. O veículo chegou a contar com a colaboração do ilustre escritor João Simões Lopes Neto, tendo Pimentel como principal redator.

Turbulências e fechamento

Com o advento da proclamação da República brasileira, Ismael Simões Lopes se consolidou como liderança do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR). Posteriormente, foi eleito deputado constituinte e participou da Revolução Federalista.
Amarrado ao destino político de seu dono e às intensas turbulências da época, o histórico jornal pelotense acabou sucumbindo. As atividades foram encerradas definitivamente no primeiro semestre de 1891.

Fonte: Dicionário de História de Pelotas, organizado pelos historiadores Beatriz Loner, Lorena Gill e Mario Osorio Magalhães

Há 50 anos

Mais três ruas entram no plano de urbanização do bairro Areal

O Serviço Autônomo da Pedreira Municipal forneceu as pedras e meios fios (Foto: Reprodução)

As ruas Senador Cruz Jobim e Conselheiro Silveira Martins, ambas no bairro Areal, começaram a ser pavimentadas no mês de julho de 1976. As pedras irregulares foram utilizadas para este trabalho, na época essas vias tinham, recentemente, passado a integrar o Plano de Urbanização Total do Bairro Areal.

As duas obras abrangiam uma área de 4,9 mil metros quadrados. Para a execução da obra foram adquiridos do Serviço Autônomo da Pedreira Municipal mil metros quadrados de pedra irregular e um quilômetro de meio fio. A rua Senador Cruz Jobim também estava no plano de obras, com 2,5 mil metros quadrados de pavimentação.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 20 anos

Pelotas conheceu a Corte do Carnaval de 2007

Fernanda Fersula (E), Karina Azevedo e Angélica Domingues (Foto: Reprodução)

Desde o final de junho de 2006 a comunidade pelotense conhecia a corte do Carnaval de 2007. Naquele ano foram eleitas Karina Silveira Azevedo (rainha) e Fernanda Fersula e Angélica Domingues (princesas), que junto com o Rei Momo Márcio Goulart. A escolha das tituladas ocorreu no pavilhão de shows do Centro de Eventos.

O concurso foi promovido pela Associação das Entidades Carnavalescas de Pelotas, com o apoio da prefeitura, CDL e Clube Fica Ahí. Concorreram aos títulos 18 candidatas, com idades entre 17 e 29 anos. Com 19 anos, a rainha eleita representou a Mocidade Recreativa do Obelisco.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

 

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