Nei Lisboa encerra com dois shows a programação de reabertura do Sete

repertório

Nei Lisboa encerra com dois shows a programação de reabertura do Sete

Cantor e compositor gaúcho celebra a retomada de um dos principais espaços culturais do Estado

Por

Nei Lisboa encerra com dois shows a programação de reabertura do Sete
Músico apresenta repertório recheado de clássicos da carreira (Foto: André Felts)

A programação de reabertura do Sete de Abril, que começou no dia 7 deste mês, chega ao fim neste sábado (18), com a apresentação de um dos maiores nomes da música popular gaúcha. Após mais de 25 anos, o cantor e compositor Nei Lisboa volta ao palco do histórico Theatro pelotense para duas sessões, às 18h e às 20h30min. Os ingressos para o segundo horário estão esgotados e restam poucas entradas para a primeira apresentação. As vendas estão sendo feitas pelo site TicketSul.

O repertório reúne clássicos que marcaram seus mais de 40 anos de carreira, como Pra te lembrar, Telhados de Paris, Cena beatnik, Verão em Calcutá e Baladas. O músico também incluiu canções de álbuns mais recentes, como A vida Inteira (2013), refletindo, segundo o artista, um momento de maior maturidade musical.

Coração premiado

Para Nei Lisboa, o retorno ao Sete de Abril tem um significado que vai além do reencontro com o público. “Tenho muita saudade dos shows no Sete, sempre muito quentes. Estamos todos com o coração premiado com essa reabertura, que levou tanto tempo e é tão significativa”, afirma.

O músico destaca que a restauração do teatro representa um avanço para a cultura e para a preservação do patrimônio histórico. “A recuperação é importante para todo mundo. Ela oferece aos fazedores de cultura um palco público de qualidade e tem um valor simbólico muito forte, ao mostrar que o poder público se mobiliza em favor da cultura”, diz.

Natural de Caxias do Sul, Nei compara o momento vivido em Pelotas com a realidade de sua cidade natal, onde recentemente cerca de cem artistas ligados à orquestra de sopros, ao coro e ao corpo de dança do município foram desligados. “O contraste é muito evidente. Isso torna essa ida a Pelotas ainda mais alegre e importante”, ressalta. Para ele, investimentos em cultura fortalecem a sociedade e também geram impacto econômico. “A cultura é um direito de todos e não algo dispensável”, comenta.

Trabalho em conjunto

No palco, Nei estará acompanhado pelos músicos Luiz Mauro Filho, Paulinho Supekovia e Giovanni Berti, parceiros de longa trajetória. O grupo acumula décadas de trabalho conjunto, o que permite ao artista manter um repertório de cerca de 70 músicas, que fluem naturalmente nos shows, alternando canções a cada apresentação. “Tocamos por música”, brinca ao fazer o trocadilho.

A expectativa para o sábado também envolve a logística das duas sessões consecutivas e a troca de público entre os espetáculos. “Já estou acostumado com essa dinâmica. A gente espera apenas que o tempo ajude para que tudo aconteça da forma mais tranquila possível”, fala.

Após 40 anos de carreira, o músico fala que há coisas boas a se ganhar com a maturidade. “Ganha experiência, tarimba, menos ansiedade com as coisas. Gosto de envelhecer”, diz.

Acompanhe
nossas
redes sociais