Região tem desaceleração nos casos de dengue, mas mantém cuidados

Saúde pública

Região tem desaceleração nos casos de dengue, mas mantém cuidados

Pelotas e Rio Grande registraram diminuição nos focos do mosquito transmissor nos últimos meses, diante das quedas de temperatura

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Região tem desaceleração nos casos de dengue, mas mantém cuidados
Mutirões seguem acontecendo nos municípios. (Foto: Marcelo Camargo)

A Zona Sul do Estado registra uma redução nos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, indicando um cenário mais tranquilo em relação aos últimos meses. Apesar da diminuição, as equipes de vigilância em saúde mantêm as ações de prevenção, monitoramento e combate ao vetor para evitar novos surtos. Em Pelotas, no entanto, foi confirmado mais um caso da doença, reforçando a importância de que a população continue eliminando possíveis criadouros e adotando medidas de proteção.

De acordo com as informações do Painel de Casos de Dengue da Secretaria Estadual da Saúde (SES), até quinta-feira Pelotas tinha 19 confirmações em 2026. Destes, 16 são autóctones, que são aqueles onde a infecção ocorre dentro do município. Há ainda cinco em investigação e outros 163 descartados. O número segue dentro da média esperada, já que trata-se de um número relativamente baixo quando comparado aos anos anteriores.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) controle da doença vem sendo realizado a partir do monitoramento e combate dos focos do mosquito transmissor. Em Pelotas, ainda houve uma redução significativa ao longo das ações realizadas pelo departamento de Vigilância em Saúde.

Em Rio Grande, onde o destaque está no número de focos do mosquito transmissor, o painel contabiliza duas confirmações, ambas autóctones. Neste momento, uma suspeita está em investigação. Não há casos importados nem registros confirmados de chikungunya neste ano.

Estagnação

O boletim emitido pela Vigilância em Saúde de Rio Grande não consta o registro de novos focos do mosquito Aedes aegypti durante a última semana de monitoramento. O resultado representa um indicativo positivo para o controle do vetor, mas, de acordo com o órgão, não reduz a necessidade de manter as ações de prevenção e vigilância em todo o município.

Nos últimos 15 dias, foram identificados apenas três focos do mosquito em Rio Grande: dois no bairro Getúlio Vargas (BGV) e um no bairro São Miguel. Apesar da ausência de novos registros na semana, Rio Grande acumula 664 focos de Aedes aegypti em 2026.

Monitoramento por drone

A SMS de Rio Grande anunciou que passou a contar com uma nova ferramenta tecnológica no enfrentamento às arboviroses. Segundo a secretaria, a aquisição de um drone representa um importante avanço na modernização das ações de vigilância, ampliando a capacidade de monitoramento e tornando mais eficientes as estratégias de prevenção e controle da dengue, zika e chikungunya.

O equipamento permitirá que as equipes realizem inspeções aéreas em locais de difícil acesso, como telhados, calhas, caixas d’água destampadas, lajes e terrenos fechados ou abandonados, pontos que frequentemente podem servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti.

Além de ampliar o alcance das ações de vigilância, o drone possibilita a realização de mapeamentos rápidos e precisos. Em poucos minutos, o equipamento consegue percorrer grandes áreas e gerar imagens de alta resolução, permitindo a identificação mais ágil de possíveis focos do mosquito.

As informações coletadas também serão utilizadas para direcionar de forma estratégica o trabalho dos Agentes de Combate a Endemias (ACEs). Com dados georreferenciados e imagens detalhadas, as equipes poderão atuar com maior precisão nos locais que apresentam risco, otimizando recursos e tornando as intervenções mais efetivas.

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