Finalista do reality Chef de Alto Nível, da TV Globo, a chef e professora Arika Messa participou da programação da Fenadoce no último sábado (18), em oficinas promovidas pelo Senac. Ela também conversou com a equipe da Rádio Pelotense sobre a trajetória na gastronomia, a experiência no programa e os planos para fortalecer a culinária gaúcha por meio do turismo.
Como surgiu a participação no reality?
Eu participei de um reality em 2015, o The Taste Brasil, e sempre gostei muito desse universo de competições. Quando surgiu o Chef de Alto Nível, minhas filhas assistiam à versão internacional e me incentivaram. Eu me inscrevi meio numa brincadeira, pensando: “Quem sabe?”. Mas quando descobri que estava entre os 24 selecionados de mais de 15 mil inscritos, aí eu pensei: “Agora o negócio é sério”.
Você se preparou muito para entrar no programa?
Eu me preparei para estar lá. Assisti todos os realities, todas as temporadas da gringa, fiz um dossiê de cada programa. Eu tinha probabilidades de provas, de ingredientes, porque gosto muito dessa parte estratégica. Quando descobri que estava selecionada, eu vesti a camisa. Era um trabalho, e eu entrei com toda a força que sempre encarei nos meus trabalhos.
A tranquilidade foi uma marca sua durante a competição. Isso foi natural?
Foi. Eu tinha meus rituais, as mesmas músicas, o mesmo mantra antes de entrar no estúdio. Tudo foi fundamental para eu estar tranquila comigo mesma. Eu fui para me divertir, mas ao mesmo tempo levando aquilo muito a sério. Não coloquei uma expectativa gigante. Pensei: “Vamos ver o que vai rolar”. Eu gosto de deixar fluir.
O que representou estar ao lado de nomes como Ana Maria Braga, Alex Atala e Jefferson Rueda?
Foi uma bênção estar ali com eles. Eu tive a felicidade de o Jefferson me escolher para o time dele, e é uma cozinha que conversa muito com a minha, essa cozinha mais de interior, mais ligada às nossas origens. A Globo é um propulsor para a carreira, abriu muitas portas e me deu ainda mais força para trabalhar com turismo gastronômico e fortalecer a identidade do nosso Estado.
Como foi chegar à final?
Eu sempre disse para todo mundo que voltaria só depois da final. Se eu ia ganhar ou não, não importava. O meu objetivo era estar na final. E foi muito emocionante. O Lira foi um grande competidor, mereceu também. Eu costumo dizer que todos fomos campeões, mas teve um grande vencedor. E eu estava exatamente onde queria estar.
Qual a importância da família nessa trajetória?
É o apoio, né? É o combustível. No camarim eu tinha fotos das minhas filhas, tinha as cartinhas delas no hotel. Foi tudo por elas também. E pela minha mãe, que sempre apostou em mim e me incentivou. Ela foi comigo para a final, conheceu todo mundo, viveu aquilo junto. Poder proporcionar isso para ela foi muito especial.
E o que mais te motiva hoje na gastronomia?
Eu sou cozinheira há mais de 25 anos e sou professora há mais de 10. Não era um sonho dar aula, mas hoje é uma das minhas maiores missões. Eu acredito que a gente não pode guardar conhecimento só para si. Eu me vejo como aquele grãozinho de areia que leva um pouquinho de conhecimento para as pessoas e ajuda a transformar a gastronomia numa coisa bacana. Tudo que eu conquistei foi através da gastronomia. Então tem que gostar muito do que faz. Eu gosto. E quero passar isso adiante.
