Há 50 anos
Obras para depois
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 100 anos
Administração da Santa Casa faz homenagem ao antigo provedor Bruno Chaves
O médico Bruno Chaves, também provedor da Santa Casa de Misericórdia, foi homenageado na data de seu nascimento, 6 de julho, em 1926, com a inauguração de um busto em bronze, na praça Piratinino de Almeida. A cerimônia foi realizada em frente à capela do hospital, onde foi colocada uma mesa, onde estavam as autoridades e familiares.

Diplomata trabalhou na Itália e no Uruguai (Foto: Reprodução)
Além de muitas famílias, estavam as autoridades civis, militares e religiosas da cidade, além do corpo médico do hospital e membros da administração. A sessão foi aberta pelo provedor da Santa Casa, J.J. Albuquerque Barros, que proferiu rápida oração explicando a cerimônia, presidida pelo intendente (prefeito) Augusto Simões Lopes, um dos articuladores da homenagem.
Também discursou o médico e deputado Victor Russomanno e o próprio Simões Lopes. Após, o bispo Dom Joaquim, realizou uma cerimônia religiosa. Presentes na homenagem a viúva Casemira Garcia Chaves, o filho Antonio Chaves, a mulher dele e a filha Gisela.
Também foi diplomata
O médico e diplomata Bruno Gonçalves Chaves, nascido em 6 de julho de 1864, era filho do charqueador Antônio José Gonçalves Chaves e Marcolina Chaves. Republicano, desde cedo se envolveu com a política e o movimento abolicionista.
Bruno Chaves se formou pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1887. Poliglota, foi admitido à carreira diplomática a partir de 1890, servindo como adido e, logo em seguida, segundo-secretário na Embaixada do Brasil no México.
Na França, exerceu o cargo de cônsul-geral em 1892. Em Paris, ainda, foi aluno da Escola de Ciências Políticas e Administrativas. Promovido a primeiro-secretário, serviu na legação junto ao Quirinal (hoje Embaixada do Brasil em Roma) em 1894. Em 1899 passou a ministro, servindo na Áustria.
Sede do bispado
Em 1902 foi removido para atuar como Ministro Plenipotenciário junto a Santa Sé (equivalente hoje a Embaixador do Brasil no Vaticano, de 1902 a 1912). Deve-se à sua atuação a indicação de Pelotas como sede de bispado, conforme decreto de 15 de agosto de 1910, assinado pelo Papa.
De Roma foi para Montevidéu, onde se aposentou, por motivos de saúde. Retornou a Pelotas, onde exerceu o cargo de provedor da Santa Casa de Misericórdia, entre 1919 e 1920. Foi ainda, um dos fundadores da Faculdade de Odontologia, depois integrante da Universidade do Rio Grande do Sul (URGS).
Casado com Casimira Garcia, teve dois filhos: Antônio José Gonçalves Chaves e Gisela Gonçalves Chaves. Coube a Bruno e Casimira a criação da sobrinha Antonia Berchon (1918-2014), filha de Vera des Essarts e Jaime de Carvalho, que morreram de gripe espanhola. Chaves morreu em 10 de abril de 1923.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense