Há 50 anos
A comédia de costumes carioca O genro que era nora foi atração no Theatro Sete de Abril, em 18 de julho de 1976. A peça teve direção de Aurimar Rocha, que também atuou no espetáculo. A promoção era do Centro de Arte e Cultura.
Na época o diretor era também um ator muito popular, com passagens pelo cinema e pela TV. No elenco ainda estavam Meiry Vieira, Ângela Vitória, Jayme Duarte e Fábio Rocha.
O carioca Aurimar Rocha estreou nos palcos ainda na década de 1950 e foi autor, ator, produtor, diretor e dono do Teatro de Bolso Aurimar Rocha, no Leblon. Além de atuar e produzir, também escrevia seus espetáculos, com destaque para Escândalo na sociedade, Os elegantes, O jogo da verdade, Os desquitados e O general de pijama.
Também atuou no cinema e na TV participou das novelas Uma rosa com amor, Senhora e O feijão e o sonho, na TV Globo. Aurimar Rocha morreu no Rio de Janeiro em 16 de maio de 1979, aos 47 anos, vítima de um câncer no fígado.
Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; blog Astros em Revista
Há 115 anos
Dom Francisco de Campos Barreto foi o primeiro bispo de Pelotas

Bispo era natural de Campinas (Foto: Reprodução)
Nascido em Campinas, em 28 de março de 1877, Dom Francisco de Campos Barreto foi o primeiro bispo de Pelotas. Ordenado sacerdote no dia 22 de dezembro de 1900, na Catedral de São Paulo, começou seu trabalho como vigário da pequena e recente paróquia de Vila Americana. Mas foi em 12 de maio de 1911, através da Bula Papal Dilectis filiis erigindo, que foi nomeado para primeiro bispo da nova Diocese de Pelotas, no Rio Grande do Sul.
Sua Ordenação Episcopal ocorreu na Catedral de Campinas, em 27 de agosto de 1911, por Dom João Batista Corrêa Nery, bispo de Campinas, Dom Antônio Augusto de Assis, bispo de Pouso Alegre, e por Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, bispo de Orthosia e Coadjutor do Rio de Janeiro. Seu lema Episcopal era Dominus Regit Me – O Senhor me governa. Dom Barreto assumiu a Diocese de Pelotas pouco depois, em 21 de outubro do mesmo ano. De acordo com informações da Arquidiocese de Campinas, “Dom Barreto teve que criar tudo, vencendo inúmeras dificuldades, algumas criadas pelo próprio clero local, ligado à Maçonaria”.
No dia 30 de junho de 1920, foi transferido para a Diocese de Campinas, através de ato assinado pelo Papa Bento XV, sendo substituído pelo cearense dom Joaquim Ferreira de Mello. Dom Barreto tomou posse da sua nova Diocese em 14 de novembro de 1920 e morreu em 22 de agosto de 1941, em Campinas.
Bispado em 1910
Foi o Papa Pio X quem erigiu a província eclesiástica do Rio Grande do Sul, em 15 de agosto de 1910, elevando o bispado de Porto Alegre para Arcebispado. Neste mesmo ato, o pontífice criou os bispados de Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana.
Na época, uma comissão foi composta para promover o patrimônio do novo bispado. O senador Joaquim Augusto de Assumpção foi quem liderou o grupo formado por figuras proeminentes da sociedade pelotense daquele período: o general Alexandre Cassiano, os coronéis Alberto Rosa, Urbano Garcia, Pedro Luiz da Rocha Osorio e Alfredo Gonçalves Moreira, o padre Marcolino Maia Firme e os majores Francisco Nunes de Souza e Benjamin Guerreiro Urbano
Fontes: Álbum de Pelotas de 1922; site da Arquidiocese de Campinas
Há 30 anos
Pelotas Memória celebrou a cidade e a 5ª Fenadoce

Mostra apresentou diferentes aspectos da cidade (Foto: Reprodução)
Integrando as celebrações dos 184 anos de Pelotas e a realização da 5ª Fenadoce, o projeto Pelotas Memória, organizado pelo memorialista Nelson Nobre, abriu uma nova exposição. A mostra fotográfica teve início na primeira semana de julho de 1996.
O público pode conhecer diferentes aspectos da praça Coronel Pedro Osório e das principais ruas e avenidas do município na década de 1920 e 1930. A exposição aconteceu no quiosque que Nobre manteve no calçadão da rua 15 de Novembro, até a sua morte em 2007. O acervo do projeto foi cedido à Universidade Católica de Pelotas, que trabalhava em parceria com o preservacionista.
Fontes: Acervo BPP; blog Pelotas capital cultural