O cronograma de trabalho da força-tarefa de limpeza do Clube Comercial de Pelotas será atrasado por pelo menos um dia. Por conta da chuva, as ações previstas para esta segunda-feira (20), foram adiadas para terça (21), em caso de tempo bom, segundo informa o administrador judicial do clube, Victor Hugo Siqueira. Novos adiamentos podem ocorrer em decorrência das condições climáticas.
A força-tarefa é formada por Exército, Corpo de Bombeiros, Brigada Militar e Guarda Municipal. A primeira etapa será realizada pelo Exército, que fará a limpeza do local para permitir o acesso das demais equipes. O Corpo de Bombeiros será responsável pela avaliação de riscos do prédio e autorizações. Já a Brigada Militar e a Guarda Municipal serão responsáveis por manter a segurança do entorno e resguardar os bens ainda presentes no prédio.
Trabalho deverá interromper o trânsito
Segundo Siqueira, o trabalho de limpeza deverá mobilizar mais de cem homens e precisará interromper o trânsito entre as ruas Félix da Cunha e General Neto. “Vai ser preciso interditar parcialmente a rua. Estamos em contato com a Secretaria de Trânsito justamente para organizar toda essa operação”, explica.
Após a limpeza, está prevista a restauração do prédio e a realização das primeiras assembleias com os sócios, dentro do próprio local. No entanto, para tornar o prédio funcional novamente, ainda não há estimativa de custo nem de receita disponível para as obras. “Para colocar ele para funcionar eu não saberia te dizer. Nem a elétrica existe lá dentro. Temos apenas as paredes.” Siqueira explica que não foi localizada nenhuma conta bancária no nome da instituição. “Financeiramente, caixa zero. Não existe conta, não existe nenhum valor”, conta.
A solução apontada pelo administrador é a busca de recursos externos por meio de leis de incentivo, e esse deverá ser o primeiro projeto após a reabertura do clube. “O meu primeiro projeto é buscar alternativas fora de Pelotas. Cabe a mim fazer um novo projeto e buscar recursos via LIC, junto ao Centro Cultural do Brasil e a grandes empresas. Nós vamos bater na porta com o projeto em mãos.”
