Espanha vence Argentina na prorrogação e conquista a Copa do Mundo

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Espanha vence Argentina na prorrogação e conquista a Copa do Mundo

Ferran Torres marca aos 106 minutos, Espanha supera a Argentina e conquista a segunda Copa com apenas um gol sofrido em toda a campanha

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Espanha vence Argentina na prorrogação e conquista a Copa do Mundo
(Foto: FIFA)

Dezesseis anos depois, a Espanha voltou ao topo do mundo repetindo o roteiro de sua primeira conquista. Como em 2010, terminou os 90 minutos da final sem gols, viu o adversário ficar com dez jogadores, marcou na prorrogação e venceu por 1 a 0. Mudaram o continente, o rival, a geração e o autor do gol. O desfecho foi praticamente o mesmo.

Na África do Sul, Andrés Iniesta marcou aos 116 minutos contra a Holanda. Neste domingo, em Nova Jersey, Ferran Torres decidiu diante da Argentina logo no primeiro minuto da etapa final da prorrogação. Pedro Porro cruzou da direita, Nico Williams escorou de cabeça e o atacante bateu forte, de canhota, para superar Emiliano Martínez.

A semelhança alcança até a desvantagem numérica dos adversários. Em 2010, o holandês John Heitinga recebeu o segundo cartão amarelo durante a prorrogação e foi expulso antes do gol de Iniesta. Desta vez, Enzo Fernández levou a segunda advertência aos 48 minutos do segundo tempo, após uma falta em Pau Cubarsí. A Argentina entrou no período extra com dez jogadores.

Antes disso, a final havia sido controlada pela Espanha, mas sem a mesma superioridade no placar. A equipe de Luis de la Fuente manteve a posse, ocupou o campo ofensivo e impediu a Argentina de chegar ao gol de Unai Simón. Durante boa parte do tempo normal, porém, esse domínio territorial não resultou em oportunidades claras.

A Argentina fechou os espaços e contou com Dibu Martínez para sustentar o empate. Lamine Yamal teve dificuldades para avançar diante da marcação argentina, enquanto Lionel Messi permaneceu distante da área espanhola durante quase toda a partida. O aguardado encontro entre os dois camisas 10 não definiu o andamento da decisão.

O cenário começou a mudar com as entradas de Nico Williams e Ferran Torres. A Espanha ganhou velocidade pelos lados e passou a transformar a posse em pressão. Dibu apareceu com sucessivas defesas e manteve a Argentina no jogo até o fim do tempo normal. Aos 48 minutos, entretanto, Enzo Fernández acertou Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

Com um jogador a mais, a Espanha aumentou a pressão desde o começo da prorrogação. Aos três minutos, Dibu defendeu uma cabeçada de Nico Williams. Pouco depois, o próprio Nico colocou a bola na rede, mas o gol foi anulado por uma falta de Mikel Merino sobre Otamendi antes da conclusão. Merino ainda teve outra oportunidade em uma cabeçada de dentro da pequena área que passou perto.

Ao fim dos primeiros 15 minutos do tempo extra, a diferença entre as equipes estava expressa nos números. A Espanha acumulava 19 finalizações e obrigara Dibu a realizar 11 defesas. A Argentina ainda não havia chutado. O placar, apesar disso, continuava zerado.

Foram necessários apenas 37 segundos após o reinício para que a pressão finalmente resultasse em gol. Porro fez o cruzamento, Nico devolveu a bola para o centro e Ferran chegou batendo de primeira. O chute de canhota não deu chance a Dibu e colocou a Espanha em vantagem aos 106 minutos.

Ferran voltou a marcar aos 114, após partir em velocidade e vencer novamente o goleiro argentino, mas o impedimento foi confirmado. A Espanha perdeu a oportunidade de definir a partida com antecedência e passou os minutos finais protegendo o 1 a 0.

Foi nesse período que Messi começou a encontrar espaço. O capitão argentino teve uma finalização bloqueada por Merino e, já no último minuto, lançou Simeone pela direita. O cruzamento passou pela pequena área e foi cortado por Cubarsí para escanteio. Na cobrança, a bola sobrou perto da marca do pênalti, mas Simeone chutou por cima.

A Argentina terminou sem exigir uma defesa de Unai Simón. A segurança espanhola na decisão confirmou o principal número de sua campanha: em oito partidas, sofreu somente um gol, marcado pela Bélgica nas quartas de final. A seleção campeã terminou o Mundial com sete jogos sem ser vazada.

A conquista também ampliou o ciclo iniciado por Luis de la Fuente com a Liga das Nações de 2023 e a Eurocopa de 2024. Em Nova Jersey, a Espanha completou a sequência com seu segundo título mundial e impediu a Argentina de conquistar duas Copas consecutivas.

Em 2010, Iniesta marcou o gol da primeira estrela. Em 2026, Ferran Torres fez o da segunda. Outra geração, outro adversário e o mesmo resultado: Espanha campeã do mundo por 1 a 0, na prorrogação.

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