Instrumentistas fazem tributo ao músico uruguaio Lyber Bermúdez

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Instrumentistas fazem tributo ao músico uruguaio Lyber Bermúdez

Show está programado para o palco da Praça de Alimentação da Fenadoce, neste domingo

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Instrumentistas fazem tributo ao músico uruguaio Lyber Bermúdez
Cantor e compositor atuou em Pelotas por quase 30 anos (Foto: Divulgação)

Generoso, alegre e um mestre das sonoridades latino-americanas. Assim os amigos e parceiros de palco lembram do músico, compositor e professor Lyber Bermúdez. O uruguaio, que fez de Pelotas o seu lar por quase 30 anos, deixou sua uma marca na cena cultural da região. Conhecido por compartilhar com entusiasmo seus conhecimentos e predileções musicais, o artista será homenageado na 32ª Fenadoce de Pelotas no espetáculo Tributo a Lyber Bermúdez, que ocorre neste domingo, às 16h30min, no palco da Praça de Alimentação.

A apresentação reúne em uma banda esses amigos/músicos que acompanharam o artista ao longo de sua trajetória em solo pelotense. Falecido há 11 meses, aos 53 anos, o instrumentista mantinha uma relação afetiva marcante com o evento, participando de todas as edições desde 1998.

Memória, união e legado

Subirão ao palco os músicos Nuno Moura, Renato Popó, Fabrício Pardal Moura, Daniel Zanotelli, Negrinho Martins, Délia Louzada, Maria Conceição, Pedro Zanotelli, Guillermo Ceballos, Clarissa Garcia e Débora Lopes. O encontro terá ainda a participação especial dos artistas uruguaios Raul Diáz e Pablo Etcheverri, amigos que vêm do país vizinho especialmente para a ocasião. “O Lyber era uma ponte que nos conectava com essa música latino-americana. Pensando na célula dos tambores, ele me ajudou. Dizia: ‘Ó cara, é isso aqui que tem que fazer, pensa aqui no tambor chico, no tambor repique, no tambor piano e faz isso aqui, faz o tambor chico no prato, faz o piano no bumbo…’ Essas informações foram me ajudando”, relembra Renato Popó, percussionista, que conheceu o compositor há 20 anos.

Essa ligação com os ritmos caribenhos e platinos também marcou outras profundas amizades. O maestro e multi-instrumentista Negrinho Martins destaca o ambiente de troca e afeto que unia o grupo ao redor das descobertas musicais. “A gente teve uma relação de afinidade musical e de gostar de vários tipos de música, além da música do Uruguai, o candombe, mas também da música cubana, da salsa. O show celebra esse amigo alegre, uma pessoa muito generosa que sempre buscava nos alegrar com sua música e brincadeiras”, fala Martins.

O repertório passeia por candombes, murgas e milongas, combinando composições autorais, como as registradas nos discos Latinamente e Candombe para vos, e obras de ícones como Ruben Rada, Piero, Compay Segundo e Los Olimareños.

De Pelotas para a América Latina

Coordenadora de sua carreira durante 27 anos, a produtora cultural e jornalista Mara Braga Bermúdez, viúva do artista, enfatiza que o espetáculo tem a missão de dar continuidade a uma trajetória premiada em grandes festivais, como o Musicanto de Santa Rosa. Formado em Licenciatura em Artes Visuais pela UFPel, Bermúdez também atuava como artista plástico. “É um momento, principalmente, voltado a celebrar e agradecer a obra e o legado deixados por ele, apesar da dor e consternação pela partida abrupta e ausência”, fala Mara.

A homenagem conta com viabilização da gestora da Fenadoce, Adriane Silveira, e produção executiva de Mara Braga, com assessoria de Adriana Negrinha Noronha.

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