Companhia Tavane Viana estreia na Mostra Competitiva em Joinville

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Companhia Tavane Viana estreia na Mostra Competitiva em Joinville

Com a coreografia "Mãos que lavam, águas que cantam", escola de dança pelotense concorre na modalidade Danças Populares Brasileiras

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Companhia Tavane Viana estreia na Mostra Competitiva em Joinville
Coreografia de Di Santos foi selecionada entre as cinco melhores competidoras (Foto: Divulgação)

Celebrando duas décadas de atuação completadas no ano passado, a Cia de Dança Tavane Viana conquistou a inédita seleção de um grupo de bailarinas para a mostra competitiva do Festival de Dança de Joinville, considerado o maior do mundo em número de participantes pelo Guinness Book. As 16 bailarinas pelotenses defenderão o município na modalidade Danças Populares Brasileiras, no prestigiado palco principal do evento, no Teatro Juarez Machado. A obra escolhida foi Mãos que lavam, águas que cantam, criada pelo coreógrafo Di Santos. A apresentação ocorrerá na noite de segunda-feira.

A coreografia busca inspiração nas tradições e rituais do Nordeste brasileiro. O trabalho retrata o cotidiano e o canto das lavadeiras às margens dos rios, contando com um cenário composto por cordas e roupas penduradas. Entre dezenas de obras inscritas de todo o país, a montagem de Pelotas ficou entre as apenas cinco selecionadas para competir no palco principal.

Chegar a Joinville, no entanto, exigiu uma verdadeira força de tarefa. Em anos anteriores, a companhia chegou a ser selecionada, mas não conseguiu viabilizar a participação por limitações financeiras. “Já fomos selecionados outras vezes, mas a gente acabou não indo, por causa disso. É muito difícil. Agora, porque o pessoal se mobilizou nas campanhas, pra valer. E foi muito bom, porque deu bastante resultado”, fala Vânia Viana, uma das diretoras da escola e mãe da proprietária da companhia, Tavane Viana.

Para cobrir os custos de transporte, hospedagem e a reformulação de figurinos para as 16 bailarinas, com idades entre 18 e 26 anos, e cenários a equipe promoveu rifas e vaquinha virtual. A comitiva pelotense conta ainda com a presença da diretora artística Aniele Lemos e do próprio coreógrafo Di Santos.

Significado do reconhecimento

Obra se inspira nos rituais das lavadeiras nordestinas (Foto: Divulgação)

Além da busca por premiações, a viagem representa uma oportunidade de aprimoramento técnico. Integrantes do grupo embarcaram antecipadamente para participar das oficinas e workshops ministrados por jurados e mestres renomados do Brasil e do exterior. “Os jurados que vêm são coreógrafos renomados do exterior e daqui do Brasil. Então, durante todo o período, eles oferecem cursos com esses profissionais. As meninas já foram para aproveitar esses cursos, capacitarem-se mais e trazerem algo a mais na bagagem”, comenta Vânia.

Independentemente do resultado final, a seleção é vista como uma grande conquista para a trajetória da escola, que hoje atende em sua sede na rua Félix da Cunha. “Não esperamos necessariamente uma classificação de primeiro a terceiro lugar, mas não custa a gente sonhar. Já é uma grande vitória ter uma coreografia selecionada entre várias do país. Trazer isso para a nossa história, para Pelotas e para a cultura da dança é muito importante”, avalia a diretora.

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