Do Chuí para a Fenadoce: grupo de canto ostenta envelhecimento ativo

32ª edição

Do Chuí para a Fenadoce: grupo de canto ostenta envelhecimento ativo

Grupo da Maturidade Ativa do Sesc reúne integrantes da terceira idade na fronteira com o Uruguai

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Do Chuí para a Fenadoce: grupo de canto ostenta envelhecimento ativo
(Foto: João Pedro Goulart)

Quando cantaram É Preciso Saber Viver, um dos clássicos da música brasileira, os integrantes do grupo da Maturidade Ativa do Sesc Chuí pareciam resumir suas vidas em poucos versos. Foi por meio de encontros semanais, que esses idosos do extremo sul do Estado encontraram na música uma forma de envelhecer e se sentirem participativos. Nesta quinta-feira (23), o grupo trouxe essa experiência para a 32ª Fenadoce.

A apresentação integrou a programação do Espaço Sesc e levou ao público um repertório formado por clássicos da música brasileira, mas não abriu mão de algumas das mais tradicionais canções da fronteira. Entre as músicas estavam Mercedita, É Preciso Saber Viver, Não Quero Dinheiro e versões bilíngues preparadas especialmente para o público.

Segundo o agente de programas sociais do Sesc Chuí, Thiago dos Santos, o grupo da Maturidade Ativa existe há dez anos no Chuí e faz parte de um programa presente em mais de 50 cidades gaúchas. Já a oficina de canto coletivo começou no Chuí em 2024 e rapidamente se transformou em uma das atividades favoritas das participantes.

“A gente não trabalha como um coral tradicional, com divisão de vozes. É um canto coletivo. Todas cantam juntas, na mesma entonação e na mesma alegria. Acho que isso torna o grupo ainda mais unido”, explica Thiago.

Além da música

Entre os coralistas está María Mercedez Costa, de 70 anos. Moradora do lado uruguaio da fronteira, ela participa do grupo desde a fundação e acompanha de perto a evolução das atividades oferecidas pelo Sesc. “Representa tudo para mim. Eu amo o Sesc. Temos muito respeito, muito carinho e muitas oportunidades que não existem onde moramos”, conta.

Além do canto, o grupo participa de atividades físicas, encontros de convivência, viagens e modalidades esportivas adaptadas para a terceira idade.

Para María, o principal benefício está nas relações construídas ao longo dos anos. “Muitas de nós moramos sozinhas. Os filhos já formaram suas famílias. Então o grupo faz com que a gente não fique isolada. Ele eleva o nosso ego e nos faz sentir muito bem”, afirma.

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