Superado em casa nos pênaltis pelo Gramadense, Brasil perde o título da Copa FGF

Copa Carlos Caetano Verri

Superado em casa nos pênaltis pelo Gramadense, Brasil perde o título da Copa FGF

Xavante marca no fim e vence por 2 a 1 no tempo normal, mas erro de Simas nas penalidades decide o campeão

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Atualizado quinta-feira,
23 de Julho de 2026 às 23:19

Superado em casa nos pênaltis pelo Gramadense, Brasil perde o título da Copa FGF
Time da Serra fez a festa na Baixada (Foto: Gabriel Xavier)

No drama dos pênaltis, o Brasil deixou escapar a oportunidade de se sagrar bicampeão da Copa FGF. O Xavante até venceu o Gramadense durante a noite desta quinta-feira (23), por 2 a 1, igualando o placar agregado da final, mas viu o adversário ganhar por 5 a 4 nas penalidades e celebrar a conquista da Copa Carlos Caetano Verri no Bento Freitas.

O capitão Júlio Simas desperdiçou a última batida, defendida pelo goleiro Maicon.

O revés na decisão garante ao Rubro-Negro um lugar na edição 2027 da Copa Sul-Sudeste, enquanto a equipe de Gramado vai disputar a Série D do Brasileirão. Em função de sua colocação no ranking da CBF, o Brasil também participará da quarta divisão nacional, apesar da formalização só ocorrer no fim desta temporada.

Agora, o Xavante foca no principal objetivo de seu 2026, o primeiro ano sob gestão da SAF: retornar à elite do Gauchão. A campanha na Série A-2 inicia em 1º de agosto, contra o Gaúcho, na Baixada. O duelo, entretanto, pode ser remarcado para o dia 2, um domingo.

Rubro-Negro, de Gabriel Masson (foto), havia perdido o jogo de ida por 1 a 0 (Foto: Gabriel Xavier)

Morbeck retorna e Laécio promove mais trocas

Os três adiamentos da decisão aumentaram o período de tratamento de Gabriel Morbeck, e o artilheiro do campeonato conseguiu se recuperar de lesão muscular na coxa. Laécio Aquino ainda promoveu outras três trocas, estas por opção: Gedeilson e Streit substituíram Yuri e Otávio nas laterais. Petterson entrou no lugar de Guty pela ponta direita do 4-2-3-1.

Do outro lado, que chegava em vantagem, Gustavo Corrêa repetiu dez dos 11 titulares da partida de ida, em Porto Alegre. Somente Igor, atacante de lado, não iniciou. Camacho foi o escolhido para entrar no time, escalado na mesma configuração tática do Brasil, defendendo-se no 4-4-2.

Chiado vira incentivo na primeira finalização

Foram necessários 42 minutos para o Brasil concluir uma finalização, mas bastou para igualar o placar agregado antes do intervalo. Até o gol de Matheus Streit, era a equipe serrana quem mostrava mais perigo. Wilsinho, meia-atacante do Gramadense, registrou o primeiro arremate do jogo quando o relógio apontava 21 minutos. Para fora, à direita.

Logo depois, aos 28, o lateral-direito João Vitor driblou Streit e cruzou. Sozinho, Kerlly emendou voleio perigoso. O centroavante dos visitantes, entretanto, estava impedido. Mesma condição irregular em que foi flagrado, Gedeilson, no minuto seguinte, ao chutar por cima após falta cobrada na área pelo Xavante.

As melhores ações do primeiro tempo surgiram nos minutos finais. Aos 37, o camisa 10 do Gramadense, Ryan, acionou Kerlly em profundidade na área. A batida do atacante acabou bloqueada por Thiago Henrique. Na continuação do lance, Camacho recebeu na meia-lua e exigiu defesa simples de Davi, bem colocado.

O chiado começava a se fazer notar vindo das arquibancadas da Baixada. Então, o panorama mudou. Aos 42, a jogada ofensiva rubro-negra iniciou pela faixa central com Venicio, Masson e Morbeck. A bola subiu e Andrey ganhou no alto do defensor. Streit viu o espaço, entrou na área e finalizou rasteiro. O morrinho artilheiro ajudou e o goleiro Maicon, na primeira conclusão certa ao gol, aceitou: 1 a 0. Tudo igual na soma dos jogos.

Matheus Streit abriu o placar (Foto: Gabriel Xavier)

Um pênalti para cada lado… e pênaltis

O segundo tempo começou com o Brasil ameaçando novamente. Na primeira volta do cronômetro, Streit levantou da esquerda e Morbeck cabeceou firme. Maicon espalmou para evitar o gol. Era uma etapa final que iniciava com os dois times sem modificações.

A pressão xavante até foi amenizada por uma paralisação para atender Lula, com sangramento no nariz. Depois, porém, um escanteio do Gramadense terminou em contra-ataque. A jogada individual de Andrey, que entrou a dribles na área pela direita, só não terminou em gol porque Dieter afastou o cruzamento rasteiro em cima da linha.

Se no melhor momento do Trem da Serra na partida o Brasil chegou ao gol, o inverso também aconteceu. Masson escorregou duas vezes no meio e Murilo lançou Kerlly. O centroavante dos visitantes sofreu pênalti de Davi. Murilo cobrou com força, no canto direito do goleiro rubro-negro, que acertou o lado mas não evitou o empate: 1 a 1.

Laécio Aquino resolveu mexer para buscar um novo gol que voltaria a gerar disputa por pênaltis para decidir o campeão. Saiu Petterson e ingressou Germano. Depois, Givigi substituiu Masson. A última modificação mandou Yuri a campo no lugar de Gedeilson. Gustavo Corrêa também colocou fôlego novo no Gramadense – Wesley Pacheco, 36, centroavante ex-Brasil, foi um dos escolhidos para entrar.

Tudo parecia perdido até os 44 minutos, quando os ataques xavantes não levavam ameaça. Venicio cruzou, Givigi desviou de cabeça e Andrey parou em defesa de Maicon. No rebote, o camisa 11 lutou pelo lance e foi derrubado sob a ótica de Wagner Echevarria: pênalti que Gabriel Morbeck assumiu a responsabilidade para cobrar.

O sétimo tento do goleador da Copa FGF veio em uma cobrança firme, no canto direito do goleiro, depois de esperá-lo se movimentar para o lado oposto: 2 a 1. Ao tirar a camisa para celebrar, Morbeck recebeu cartão amarelo – algo irrelevante dentro do contexto que passava a forçar a decisão nas penalidades.

Por pouco, o título não foi conquistado no tempo normal. Aos 51, Gedeilson cruzou da direita e Givigi cabeceou para grande intervenção de Maicon, no alto. Com o apito final de Echevarria, logo em seguida, a definição do campeão se encaminhou mesmo à marca da cal.

Recuperado de lesão, Morbeck voltou a jogar e converteu pênalti aos 47 minutos da etapa final (Foto: Gabriel Xavier)

Erro de Simas define o campeão

Na meta da arquibancada da rua General Neto, o Gramadense começou batendo. O zagueiro Dieter deslocou Davi e converteu com batida no canto esquerdo do goleiro xavante. Morbeck fez o mesmo, tirando Maicon da foto ao cobrar no lado direito do camisa 1 da equipe serrana.

Murilo também balançou a rede, repetindo o chute do tempo normal. Gedeilson foi mais um a deslocar o goleiro, mantendo a igualdade. Na batida de Pedrinho, Davi acertou o canto e tocou na bola, mas ela entrou. Denis Germano repetiu a lógica ao mandar Maicon para o canto equivocado, e o placar dos pênaltis seguia igual.

João Vitor foi mais um a converter, com o goleiro rubro-negro outra vez se aproximando da defesa. Matheus Streit continuou deixando Maicon fora da foto. Mesmo antes da quinta cobrança, o clima já era de alternadas. Wesley Pacheco fez o seu, e Júlio Simas ficou com a última batida. O capitão beijou a bola, porém seu chute acabou defendido por Maicon no meio do gol: Gramadense campeão.

Ficha técnica

Brasil (2): Davi; Gedeilson, Thiago Henrique (Yuri, 35’ 2T), Lula e Matheus Streit; Júlio Simas, Venicio, Petterson (Denis Germano, 22’ 2T), Gabriel Masson (Givigi, 29’ 2T) e Andrey; Gabriel Morbeck. Técnico: Laécio Aquino.

Gramadense (1): Maicon; João Vitor, Dieter, Keven e Iago Cousseau; Daros, Murilo Xavier, Ryan (Pedrinho, 27’ 2T), Wilsinho (Igor, 27’ 2T) e Camacho (Enzo, 35’ 2T); Kerlly (Wesley Pacheco, 35’ 2T). Técnico: Gustavo Corrêa.

Gols: Matheus Streit, aos 42’ 1T, e Gabriel Morbeck, aos 47’ 2T (B); e Murilo, aos 17’ 2T (G).

Cartões amarelos: Thiago Henrique, Laécio Aquino, Gabriel Morbeck e Júlio Simas (B); Dieter, Iago Cousseau e Camacho (G).

Árbitro: Wagner Echevarria.

Local: Bento Freitas.

Público e renda: não divulgados.

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