A nova gestão do Brasil projeta a implementação de gramado sintético e a reforma do sistema de iluminação no Bento Freitas. A direção rubro-negra ainda pretende modificar o local da sede administrativa do clube. Entretanto, os investimentos dependem diretamente da transferência de 90% das ações da SAF para a Xavante Participações.
A transformação no campo da Baixada busca não apenas qualificá-lo, já que o estado atual é definido como “precário” por Fernando Ferreira, um dos gestores. Com o estudo da construção de um centro de treinamento paralisado em função da pendência judicial que envolve o controle acionário da SAF, o tema do CT está travado no momento.
A criação da categoria sub-17 masculina está prevista para a próxima temporada. Analisa-se, também, a possibilidade de abrir as atividades do futebol feminino já em 2027, antecipando em dois anos a projeção anterior. Além desses elementos, outra razão para cogitar o investimento no sintético é a aproximação de diferentes setores do clube.
“Hoje, a integração entre a base e o profissional é comprometida porque o ônibus sai para o Marini [local de treinos na BR-392] para levar o profissional. O ônibus volta, sai para levar a base [sub-20] e volta. As pessoas não se cruzam, não se falam, não veem o trabalho umas das outras. É diferente do que se houvesse um ambiente só, integrado”, disse Ferreira em entrevista exclusiva à Rádio Pelotense 99,5 FM.
O Brasil consultou duas empresas especializadas em grama sintética e sinalizou o interesse em investir para ganhar o selo Fifa Quality Pro, fornecido após avaliação da entidade máxima do esporte. O preço, no entanto, é tratado como “uma fortuna” por Fernando Ferreira. O São José de Porto Alegre informou ter desembolsado R$ 3,8 milhões na estrutura em 2025, por exemplo.
Iluminação
Ainda de acordo com o gestor da SAF, o sistema de iluminação também é ponto de atenção. Todos os postes da Baixada serão substituídos, restando apenas os da arquibancada coberta do estádio. Uma empresa gaúcha foi escolhida para o trabalho.
“A iluminação do Bento Freitas está abaixo do recomendado para uma praça de prática esportiva pública, uma praça, um jogo ‘entre nós’. Em alguns locais do campo, e essa empresa mediu o campo inteiro, está praticamente no escuro”, diz Fernando.
Academia e loja
No primeiro semestre sob gestão da SAF, uma das novidades engloba o novo local da academia destinada aos atletas. É o mesmo endereço da antiga loja do clube, em frente à Baixada. Na prática, solucionou-se um problema e surgiu outro: a falta de comercialização de itens oficiais do Brasil.
“A mudança da academia foi emergencial. A gente teve que sacrificar a loja, era um contrato terceirizado. A academia realmente era uma coisa inacreditável. Toda a parte onde hoje o departamento de futebol do Brasil está é muito precária. Precisa melhorar para dar condições de trabalho”, sustenta o gestor.
Um profissional foi contratado recentemente para liderar a reconstrução da loja. O início desse trabalho se dá online, com a loja virtual, o chamado e-commerce.
Sede administrativa
Fernando Ferreira revelou, ainda, o desejo de transferir futuramente a área administrativa do Xavante para o imóvel da Xavabanda, cujo ambiente gira em torno de 250 metros quadrados na rua Álvaro Chaves, 768, perto do estádio.
A razão é a falta de espaço adequado para profissionais trabalharem confortavelmente no Bento Freitas.
