Sofá na Rua celebra 13 anos com maior feira criativa da história do projeto

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Sofá na Rua celebra 13 anos com maior feira criativa da história do projeto

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Sofá na Rua celebra 13 anos com maior feira criativa da história do projeto
Criado em 2012, o Sofá na Rua já soma mais de 100 edições apenas em Pelotas (Foto: Divulgação)

O Festival Sofá na Rua realiza neste domingo (19), das 15h às 20h, na rua Félix da Cunha, no Centro Histórico de Pelotas, a edição comemorativa de seus 13 anos. O evento marca a maior participação de feirantes da história do movimento, com cerca de 140 expositores confirmados, ampliando a ocupação também para a praça ao redor.

A celebração, que ocorre com um pequeno atraso estratégico para aproveitar o outono, reforça a consolidação de um dos principais movimentos culturais independentes da cidade. Criado em 2012, o Sofá na Rua já soma mais de 100 edições apenas em Pelotas e mantém como essência a ocupação do espaço público e a valorização da produção artística local e regional.

“É um movimento cultural que se renova constantemente. A gente amadureceu ao longo desses 13 anos e busca dialogar com novos públicos, sem perder a conexão com quem nos acompanha desde o início”, afirma a produtora Renata Pinhatti. Segundo ela, a mudança recente para o Centro Histórico também faz parte dessa estratégia de expansão. “A ideia é presentear o público cativo, mas também cativar novas pessoas.”

Montagem na madrugada

A edição especial foi planejada para ser maior em todos os sentidos. “O evento está maior tanto do ponto de vista da área ocupada quanto da estrutura. A gente vai ter feira dentro da praça também, além da rua”, explica Raphael Coelho, responsável pela estrutura.

Para dar conta dessa parte do evento, Coelho destaca que a montagem começa ainda na madrugada de domingo e envolve uma operação complexa, com palco, iluminação, área de alimentação e logística para dezenas de trabalhadores. “A gente está tentando entregar tudo o que pode, porque é um momento de celebrar. Além da dimensão estrutural, o festival reforça sua vocação como espaço de economia criativa e solidária, que vai se expandir pelas alamedas da praça Coronel Pedro Osório.

A feira criativa reunirá artesanato, moda, gastronomia e produtos autorais, consolidando-se como um dos principais atrativos do evento. “Esse é o evento que mais teve procura de feirantes, muito também pela visibilidade do Centro e pelos resultados positivos das últimas edições”, ressalta Renata.

Programação artística

Na programação artística, o público poderá conferir quatro shows e uma aula aberta de dança que abre as atividades, sob os cuidados da professora Aida Oliveira, do Instituto Hélio D’Angola. Após, passarão pelo palco a banda Bataclã FC, a cantora Jessie Jazz, o grupo latino-americano Kumbiayala e o artista local Maurel Duarte. A curadoria aposta na valorização da latinidade como eixo conceitual da edição. “A gente quis trazer essa força da América Latina, reconhecer nossa identidade e nossa cultura”, explica a produtora.

Para Luiz Alberto Schwantz, responsável pelas redes sociais e audiovisual do evento, a diversidade de linguagens e públicos é uma marca do Sofá. “Cada vez mais a gente busca ouvir o público e entender o que pode melhorar. Essa abertura faz parte do que o Sofá é”, afirma. Ele também destaca a importância de o público chegar cedo para aproveitar toda a programação: “São shows muito ricos, e qualquer parte que se perca faz falta.”

Novidade

Outro diferencial desta edição é o avanço na acessibilidade. Pela primeira vez, o festival contará com interpretação em Libras, por Lucas Terres, durante toda a programação, incluindo as músicas. A iniciativa atende a uma demanda antiga da comunidade surda. “A gente recebeu esse retorno e se comprometeu a tornar o evento integralmente acessível. É um passo muito importante”, diz Renata.

Com expectativa de público semelhante às últimas edições, que chegaram a reunir entre 5 e 6 mil pessoas ao longo do dia, o Festival Sofá na Rua reafirma seu papel como espaço democrático de encontro e fruição cultural. “Ocupar a rua é democratizar o acesso à cultura. É isso que move o Sofá desde o começo”, resume a produtora.

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