Prefeitos da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) estão estruturando um projeto para a criação de um aterro sanitário regional. A sede deverá ser em Pelotas, ponto central e principal produtor de resíduos da região. A proposta busca criar uma solução para o alto custo do transporte e da destinação dos resíduos até o aterro atualmente utilizado, em Candiota, a mais de 150 quilômetros de Pelotas.
Segundo o prefeito de São Lourenço do Sul, Zelmute Marten (PT), há consenso entre os prefeitos sobre a inviabilidade de manter o transporte dos resíduos devido à distância. “Estamos buscando avançar de maneira acelerada para a consolidação, o mais breve possível, dessa iniciativa do nosso território, conjugando os destinos dos resíduos dos 23 municípios.”
Em reunião realizada durante a Fenadoce, nesta sexta-feira (17), foi dado mais um passo em direção ao projeto. “Nós estamos tratando da estruturação de um aterro sanitário regional a partir da cidade de Pelotas, que é o principal produtor de resíduos e, como preconiza a Política Nacional de Resíduos, nos arranjos regionais é o principal produtor de resíduos que deve ficar sediando o aterro.”
As prefeituras já buscam empresas parceiras que atuam no setor para dar andamento ao projeto. O assunto já foi tratado com a Corsan/Aegea, a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), um grupo italiano e o Fundo de Desenvolvimento Integrado Regional Sustentável (FDIRS), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, responsável por apoiar a modelagem do projeto.
Modernização deve incluir reaproveitamento
A ideia do projeto é unir esforços para implantar um aterro mais eficiente, substituindo o modelo atual, em que os resíduos são transportados para aterros sanitários convencionais licenciados, por uma estrutura mais moderna. O objetivo é ampliar o aproveitamento dos resíduos sólidos e orgânicos, reduzindo o volume destinado ao aterro. Entre as possibilidades estudadas está a produção de biogás a partir dos resíduos orgânicos.
