Um projeto que prevê a construção de 150 moradias na Colônia de Pescadores Z-3, em Pelotas, já tem aval do governo federal e depende agora da definição do terreno por parte do município. A iniciativa é voltada a famílias de pescadores e será financiada pelo programa Terra Cidadã, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Segundo o prefeito Fernando Marroni (PT), o projeto inclui uma área considerada mais segura dentro da localidade, acima da zona atingida frequentemente por alagamentos, devido à elevação das águas da Lagoa dos Patos. A proposta, explica o prefeito, permitirá a criação de um novo núcleo urbanizado dentro da comunidade.
De acordo com a prefeitura, o governo federal já autorizou a execução do empreendimento, com investimento de R$ 97,5 mil para cada moradia. O programa prevê ainda um subsídio de aproximadamente 96% do valor da unidade habitacional, o que reduz o custo final para as famílias beneficiadas.
A contrapartida do município é a viabilização do terreno, que precisa ter dimensão suficiente para comportar as 150 unidades e infraestrutura urbana completa. Isso significa que a prefeitura ficará responsável por ruas, drenagem, rede de esgoto, abastecimento de água e iluminação pública. Esse processo está em andamento na administração municipal.
“Para fazer hoje um novo loteamento tem que ter rua, drenagem, esgoto, água, iluminação. Então, nós vamos ter uma parte da Z-3 completamente urbanizada com moradias novas para os pescadores”, disse o prefeito. Ainda não há prazo definido para o início das obras ou entrega das unidades habitacionais. No momento, o projeto depende da finalização da área a ser destinada às moradias.
Estrada da Z-3 também avançou
Além do projeto habitacional na Z-3, a prefeitura também cadastrou recentemente junto ao governo federal uma proposta de reconstrução da estrada de acesso à colônia. A iniciativa prevê uma nova via com cerca de 5,2 quilômetros de extensão e 9 metros de largura, incluindo pavimentação asfáltica, ciclovia, ponte sobre o arroio Totó, duas travessias em concreto, além de sistema de drenagem, meio-fio e sinalização.
O investimento estimado é de R$ 23,4 milhões, em parceria com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A proposta prevê o deslocamento do traçado para uma área mais alta, cerca de oito metros acima da lagoa, com o objetivo de reduzir riscos de isolamento em períodos de cheias. O projeto ainda está em análise pelo governo federal.
