Imprensa relembra atuação do médico Irineu Riet Correa

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Imprensa relembra atuação do médico Irineu Riet Correa

Por

Há 50 anos

A imprensa lembrou a trajetória do médico Irineu Riet Correa, nascido em Rio Grande, em 28 de junho de 1905. Na época, a comunidade do vizinho município ainda vivia o luto pela perda, então recente, do respeitado rio-grandino. Correa e a esposa, Oswaldina Moraes, morreram em um acidente de automóvel, na estrada de acesso ao contorno da cidade, em 22 de maio de 1976.

Riet Correa fez o curso médio na escola Juvenal Miller. Aos 18 anos, ingressou na Faculdade de Medicina, em Porto Alegre. Após um ano, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Considerado um “universitário brilhante”, viu sua tese Condições materno-fetais de parto prolongado ser aprovada com distinção, em 18 de dezembro de 1929.

Hospital e prefeitura

Recém-formado, trabalhou como assistente do médico Balbino Mascarenhas, em Pelotas. Especializou-se em Urologia. Posteriormente, regressou à sua cidade natal e, em 1931, partiu para o interior de Cacimbinhas, atual Pinheiro Machado, mais precisamente para o povoado de Torrinhas.

Nesta comunidade atuou, além da medicina, como um incentivador das ações sócio-comunitárias e também trabalhou pela criação de um hospital local, que foi inaugurado em 1942, sob o nome de Casa de Saúde Jovelina Moraes, em homenagem à sogra de Riet.

A casa de saúde, algo inédito naquele município, tinha duas enfermarias com 12 leitos e 15 quartos para hospitalização particular; sala de cirurgia, serviço de raio X, gabinete dentário e farmácia própria.

Foi ainda prefeito de Pinheiro Machado, em 1956, mas manteve ligação com Pelotas, onde tinha uma chácara.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 100 anos

Comunidade pelotense celebrou os 25 anos da padaria Lealdade

(Foto: Reprodução)

A tradicional Padaria Lealdade completava 25 anos de fundação, em 29 de junho de 1926, e era destacada pela imprensa como um dos estabelecimentos comerciais mais respeitados de Pelotas. Criada por Francisco Nunes Bastos, a empresa consolidou sua clientela graças à qualidade dos pães e produtos de panificação.

Após oito anos sob o comando do fundador, a padaria passou para Felisberto Pereira da Fonseca. Em dezembro de 1922, os empresários Luiz Francisco de Oliveira Carvalho e Manoel Pinto Magalhães assumiram o negócio e investiram na ampliação da estrutura para atender à crescente demanda.

Entre as melhorias estavam a aquisição de novas máquinas para a produção de bolachas e biscoitos, equipamentos de maior capacidade para amassar a massa e a construção de um forno moderno, além da ampliação do forno principal. O prédio também foi reformado, recebendo adequações consideradas exemplares para a época, com atenção às condições de higiene e à arquitetura. Na época, a panificadora ficava na esquina das ruas Voluntários com Manduca Rodrigues, atual Professor Araújo, em prédio que foi conservado.

Vinte mil pães

Segundo o jornal, a Padaria Lealdade produzia, em média, 20 mil pães, mantinha um depósito no Mercado Central para abastecer a clientela e realizava entregas domiciliares com 12 carroças. Mais de 25 trabalhadores atuavam apenas na produção dos pães.

Ao registrar o jubileu de prata da empresa, a imprensa enalteceu o espírito empreendedor de seus proprietários e apontou a Padaria Lealdade como um exemplo de dedicação ao trabalho e de prosperidade, destacando sua importância para o comércio e para o desenvolvimento econômico de Pelotas.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Acompanhe
nossas
redes sociais