Diretoria de Hygiene era criada para melhorar as condições sanitárias

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Diretoria de Hygiene era criada para melhorar as condições sanitárias

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Atualizado quinta-feira,
25 de Junho de 2026 às 14:06

Há 100 anos

A intendência de Pelotas, liderada por Augusto Simões Lopes, divulgava nas páginas dos jornais, em junho de 1926, as ações da “Diretoria de Hygiene”. Entre os dados estavam a vistoria de 24 residências vazias, uma atribuição do setor de “Hygiene domiciliária”. Enquanto que o “Desinfectorio” havia desinfectado 157 peças de roupas e cinco prédios.

Havia também a fiscalização dos gêneros alimentícios no Mercado, que encontrou peixes deteriorados, fígados com verminose, entre outras peças de carne sem condições de consumo. A Diretoria ainda promoveu a vacinação, como a ocorrida no 5º Distrito, em que 450 pessoas foram imunizadas contra tifo e varíola.

A partir de 1894, surgiu uma fiscalização mais rigorosa das condições sanitárias das habitações, especialmente dos cortiços, como parte de uma tendência sanitarista de intervenção do poder público. Para asseio público, o recolhimento de dejetos (“cubos higiênicos”) era realizado pela Empresa de Asseio Público, da Prefeitura desde 1903.

Instituto de Higiene

Nas primeiras décadas do século 20, a Prefeitura de Pelotas possuía uma Diretoria de Higiene (ou Serviço de Higiene), responsável pela fiscalização sanitária, controle de alimentos, combate a focos de doenças, inspeção de habitações e acompanhamento das condições sanitárias da cidade. Essa diretoria foi um dos principais instrumentos de difusão das ideias higienistas em Pelotas.

Em 1918, durante a gestão do intendente Cypriano Corrêa Barcellos, foi criado o Instituto Municipal de Higiene, considerado o primeiro do gênero no Rio Grande do Sul. O instituto realizava exames laboratoriais, campanhas de vacinação, produção de vacinas e pesquisas sobre doenças infecciosas. Segundo os estudos sobre o período, ele se tornou o principal formulador da política sanitária do município.

Pelas fontes históricas, a Diretoria de Higiene e o Instituto de Higiene atuavam de forma complementar e integrada. Em documentos da década de 1920 aparecem referências simultâneas à atuação da Diretoria de Higiene e do Instituto, indicando que a fiscalização cotidiana permanecia vinculada à estrutura municipal, enquanto o Instituto exercia funções técnicas, laboratoriais e científicas.

O Instituto tinha como objetivo inicial a defesa sanitária e o controle de infecções em rebanhos (zoonoses), que preocupavam os criadores da região. Além da veterinária, possuía seções de Química (análise de água e alimentos), Raiva, Microbiologia e Antivariólica.

Evolução

Inicialmente vinculado à Intendência Municipal, o Instituto passou para a tutela do Estado em 1929, a partir de acordo entre o intendente João Py Crespo e Getúlio Vargas.

Legado

O prédio do Instituto, na avenida 20 de Setembro, Fragata, foi doado pelo município à Faculdade de Medicina de Pelotas em 1955, onde a faculdade funciona até hoje.

Fontes: Dicionário de História de Pelotas, organizado pelos professores Beatriz Loner, Lorena Gill e Mario Osorio Magalhães; Quaestio–Revista de Estudos em Educação

Há 50 anos

Secretário da Agricultura abre a 3ª Feira de Terneiros de Pelotas

Getúlio Marcantônio avaliava a pecuária gaúcha como deficitária (Foto: Reprodução)

O secretário estadual da Agricultura, sr. Getúlio Marcantônio, esteve em Pelotas em 25 de junho de 1976 para participar da abertura da 3ª Feira de Terneiros do município, que aconteceu entre os dias 24 e 26 daquele mês. Na época estavam inscritos 1,7 mil animais, do evento promovido pela Secretaria de Agricultura em parceria com a Associação Rural local.

Os terneiros começaram a chegar no parque no dia 24, mas os leilões aconteceram depois da abertura oficial. Os produtores locais estavam otimistas com as vendas, depois dos bons resultados das feiras realizadas pela Secretaria, entre abril e maio do mesmo ano, em Rosário do Sul, São Francisco de Paula, São Borja, Vacaria e Santa Maria. Nestes locais foram vendidos 4.729 terneiros.

Projetos

Getúlio Marcantônio foi recebido pelo prefeito, Ary Alcântara, às 10h no aeroporto. A comitiva seguiu diretamente para o parque da Associação Rural, onde ocorreu a cerimônia. Em seu discurso, o secretário falou que a pecuária no Estado estava deficitária. “São estarrecedores os baixos índices da pecuária no Rio Grande do Sul, estado onde a fome é responsável pela morte de 5% do gado, no período de inverno, onde a média por hectare é de 50 quilos por ano e onde o desfrute é de 11%, quando no Uruguai é 20% e na Argentina é 30%”, disse.

Como apoio ao pecuarista relembrou de alguns programas de governo, como a Operação Feno, com o objetivo de estabilizar o rebanho gaúcho no inverno, e a Operação Cordeiro, que visou aumentar a comercialização da carne de ovinos. Marcantônio também apresentou o Projeto Suíno, em fase de elaboração, que tinha a exportação como prioridade.

Fonte: ABPP

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