“A cultura geek conecta gerações e transforma paixão em comunidade”

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“A cultura geek conecta gerações e transforma paixão em comunidade”

Caio Viscardi – organizador da ConGeek

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Atualizado segunda-feira,
08 de Junho de 2026 às 10:39

“A cultura geek conecta gerações e transforma paixão em comunidade”
Primeiro evento criado por Caio Viscardi (D) ocorreu em Pedro Osório (Foto: Divulgação)

O universo da cultura geek cresce em todo o mundo e, no Brasil, a cada ano, eventos relacionados às histórias em quadrinhos, filmes, séries e personagens ganham espaço e conquistam diversas gerações. Em Pelotas, a ConGeek (@con_geek) chegou à 4ª edição, com sucesso de público. Caio Viscardi, idealizador do projeto, começou ainda adolescente a se interessar pelo assunto e hoje lidera eventos que atraem participantes de várias cidades da região.

Como surgiu a ideia de criar eventos geek?
Tudo começou quando eu tinha cerca de 13, 14 anos, no colégio. A gente organizava seminários para assistir animes e depois discutir sobre eles. Criamos um grupo e, a partir disso, surgiu a ideia de fazer algo maior. Assim nasceu o primeiro evento, ainda em Pedro Osório, com cerca de 30 pessoas e assim foi crescendo a cada edição. A gente começou pequeno, mas foi buscando apoio e patrocínio, e o público foi aumentando. Chegamos a reunir cerca de 280 pessoas ainda na escola. Hoje, os eventos são maiores, acontecem em Pelotas e atraem pessoas de toda a região.

O que seria a cultura geek?
Para mim, geek e nerd são praticamente a mesma coisa. O termo geek é mais moderno, mas, no fundo, representa pessoas que gostam de filmes, séries, tecnologia, animes e cultura pop em geral. É um universo muito amplo. O termo nerd associamos às séries e filmes dos anos 80 e 90, mas hoje vejo que é a mesma coisa, a paixão por esse universo pop com diversas manifestações.

O K-pop e os cosplayers fazem parte desse universo?
Sim, totalmente. O K-pop, por exemplo, tem um público muito forte nos eventos, com grupos que fazem apresentações de dança. Já o cosplay vai além da fantasia: é também interpretação. Se a pessoa gosta de Harry Potter ela não irá somente com a roupa, e sim entrar verdadeiramente no personagem. Temos diversos eventos em todo o Brasil com concursos que envolvem um número expressivo de pessoas.

O público mudou ao longo do tempo?
Digo que mudou bastante e também cresceu muito. Depois da pandemia, percebemos mais pessoas interessadas nesse universo, principalmente por causa das séries e do conteúdo digital. Além disso, vemos pais e filhos compartilhando esse interesse. Tem pessoas que cresceram com filmes como Star Wars e hoje levam isso para os filhos. É um ambiente bem diverso.

Os eventos também são uma forma de movimentar a economia local?
Com certeza. Ao longo das quatro edições, tenho relato de várias pessoas que vieram de Rio Grande, Porto Alegre e São Lourenço do Sul. Isso movimenta hotéis, restaurantes, o comércio local e as marcas que escolhem estar conosco também. Além disso, o próprio evento gera trabalho, desde a montagem até o atendimento ao público. Isso demonstra que temos público e que estamos no caminho certo.

Quais são os próximos passos da Congeek?
A gente costuma realizar quatro eventos por ano. Já tivemos edições em 2026 e ainda teremos mais duas, incluindo a principal em agosto e uma festa temática em outubro. A ideia é sempre crescer e trazer novidades para o público.

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