Gilson Maciel não é mais o treinador do Brasil. A primeira demissão de um técnico na era SAF do Xavante foi anunciada no fim da manhã desta terça-feira (26). O comandante não resistiu à pressão após sequência de cinco partidas sem ganhar pela Série D do Brasileirão. O auxiliar técnico Lucas Guarienti também deixa o cargo.
A troca já vinha sendo analisada há semanas pela gestão. Especialmente após a goleada sofrida para o Marcílio Dias, em Itajaí, interlocutores da direção do clube sondavam o mercado de profissionais atrás de um substituto para Gilson Maciel.
Rogério Zimmermann foi procurado. Houve, inclusive, uma conversa entre representantes do Xavante e o treinador. Zimmermann, no entanto, não abriu margem para uma eventual negociação porque, na ocasião, Gilson permanecia no cargo – entre outras razões. RZ tem um acerto encaminhado para seguir no Novo Hamburgo em 2027.
Responsável pelo departamento de futebol da SAF, Emerson da Rosa já havia indicado um descontentamento com os resultados do Brasil na Série D. Em entrevista à Rádio Pelotense 99,5 FM no dia 15 de maio, dois dias antes do empate sem gols com o São José, o ex-volante da Seleção comentou o cenário.
“Se me perguntassem há um tempo, nunca imaginaria que estivéssemos nessa situação, porque imaginei que poderíamos estar melhor”, afirmou Emerson a respeito da equipe ocupar a quarta colocação do grupo A16 da Série D, dentro da zona de classificação à segunda fase, mas em jejum de vitórias.
O novo treinador do Brasil pode ser anunciado ainda nesta terça-feira. O clube fará uma transmissão ao vivo na TV Xavante às 18h com as presenças de Fernando Ferreira, integrante do SAF, e Emerson. Não foi informado se a imprensa poderá enviar questionamentos à gestão do clube.
O próximo compromisso do Brasil está marcado para a quarta-feira (27) diante do Bagé, pela terceira rodada da Copa Carlos Caetano Verri, às 19h30min, Bento Freitas.
Retrospecto
Contratado em outubro para substituir Emerson Cris em meio à Copa Professor Ruy Carlos Ostermann, Gilson “Cabeção”, como era conhecido na época de atleta, quando vestiu a camisa rubro-negra, dirigiu o time da Baixada em 21 jogos.
Foram nove vitórias, oito empates e quatro derrotas. Sob comando do profissional de 57 anos, o Brasil marcou 25 gols e sofreu 18.
O Xavante se sagrou campeão da Copa da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) com Gilson, então invicto – ele só perdeu a invencibilidade no revés para o Blumenau, em 12 de abril.
