Há 50 anos
O Recanto dos Coswig na colônia Progresso, no interior de Pelotas, foi cenário da realização da 42ª Kolonistenfest. Aquela edição do evento, em homenagem ao Dia do Colono, foi realizada em 25 de julho de 1976. A festividade começou às 9h da manhã e se estendeu até a noite.
A programação teve início com um culto campal em homenagem aos idealizadores da Kolonistenfest, seguido da abertura, às 10h, da Exposição da Indústria e Comércio, com a apresentação de estandes de empresas locais, principalmente dos setores agrícola e pecuário, além do comércio em geral. Às 11h estava prevista a recepção às autoridades e convidados especiais, seguida de hasteamento das bandeiras nacional, estadual e municipal, bem como o hasteamento da bandeira alemã.
Depois do almoço e churrasco, às 13h, aconteceu a abertura oficial dos festejos, com o 2º Rally de Motos. Às 14h aconteceu o desfile de carros alegóricos, o qual remontou a chegada dos primeiros imigrantes alemães no Rio Grande do Sul. O tradicional café colonial foi servido às 15h.
Escolha da rainha
Como grande atração dos festejos foi realizado no meio da tarde o concurso para escolha da rainha da Kolonistenfest 76. A Escola de Samba Unidos de Fátima também esteve presente. Ao longo do dia, outras atrações foram oferecidas ao público, como as bandinhas típicas alemãs, apresentação de corais e realização de jogos recreativos.
Local da festa
“Com velocidade normal, em 40 minutos vai-se da cidade ao local da Kolonistenfest. São 50 quilômetros de estrada boa (17 km pelo asfalto até a ponte do Retiro e mais 33 km pela conhecida ‘Federeca’, no Cerrito Alegre) que nos conduzem até lá”, explicou o organizador da festa, Paulo Tessmann”, à imprensa, orientando a quem não conhecia o caminho.
Tessmann ainda falou sobre o local, dizendo que era amplo e que os visitantes poderiam desfrutar da sombra das árvores, do campo e do arroio. “O arroio Quilombo que atravessa toda a parte posterior das casas é muito extenso e tem quedas d’água em grande número. As árvores frutíferas variadas fazem parte da paisagem e as refeições, como todas as da colônia, são fartas e bem feitas”, comentou Tessmann.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 176 anos
Senador pelotense, do início do século 20, era filho do Barão de Jarau
O mês de julho marca o aniversário de nascimento, no dia 18, do advogado, magistrado, banqueiro, empresário e político pelotense Joaquim Augusto de Assumpção. Foi senador pelo Estado do Rio Grande do Sul entre 1913 e 1915, além de ter sido desembargador e ainda trabalhou no Banco Pelotense.
Assumpção nasceu, filho de Joaquim José de Assumpção, o Barão de Jarau, e de Cândida Clara de Assumpção, e bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1872. Após se formar, iniciou suas atividades profissionais no Rio de Janeiro, então capital do Império, trabalhando no escritório do jurista Silva Nunes.
Trajetória na política
Regressando a Pelotas, montou seu próprio escritório de advocacia. Em 18 de setembro de 1880 casou-se com Maria Francisca de Mendonça. Ainda durante o Império, filiou-se ao Partido Conservador, em cuja legenda foi eleito vereador à Câmara Municipal de Pelotas em 1887, na qual permaneceu até 1889. Nesse ano foi apresentado pelo partido como candidato a deputado geral (correspondente ao atual deputado federal) nas últimas eleições realizadas durante o regime monárquico no Brasil.
Após a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, filiou-se ao Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), fundado em fevereiro de 1882. Em 1913, após o falecimento do senador Diogo Fortuna, Joaquim Augusto de Assunção foi eleito para uma cadeira no Senado Federal em 22 de dezembro daquele ano, na qual permaneceu até 1915. Durante este período, foram presidentes do Senado Venceslau Brás e Urbano Santos da Costa Araújo. Em 24 de outubro de 1915, Joaquim Augusto de Assunção renunciou ao mandato de senador, por problemas de saúde.
Em Pelotas, herdou e foi proprietário do histórico casarão da rua Félix da Cunha esquina com Lobo da Costa, que atualmente pertence à Universidade Federal de Pelotas. O ex-senador Assumpção morreu em 2 de abril de 1916.
Fontes: CPDoc da Fundação Getúlio Vargas; UFPel