O projeto de lei que busca conceder um vale-refeição mensal no valor de R$ 906,24 para os vereadores de Pelotas continua gerando controvérsias. Após o vereador proponente, Paulo Coitinho, listar os parlamentares apoiadores do projeto, pelo menos dois citados negaram a participação.
Segundo Coitinho, 15 dos 21 vereadores demonstraram apoio ao projeto. “Da base do governo, Miriam Marroni, Ivan Duarte, Carlos Júnior, Antônio Peixoto, Marina Schweizer e Rafael Amaral assinaram junto comigo esse projeto. São 14 vereadores que assinaram e dois deram concordância: o vereador Arthur Halal e o vereador Cauê Fuhro Souto não assinaram, porque no momento eles não estavam dentro do gabinete”, conta Coitinho. Além deles, os vereadores Barriga, Cristiano Silva, Marcola, Éder Blank, Marcelo Bagé, Júnior Fox e Tauã Ney assinaram o projeto.
Já na discussão em plenária, na quinta-feira (21), um dos vereadores citados por Coitinho, Ivan Duarte, disse ter assinado o PL sem ler o seu teor real. Coitinho reagiu dizendo que não houve confusão de Duarte. “O Ivan disse que não entendeu. Ele tem 30 anos de Câmara. Vai me dizer que não sabia que estava lendo? E eu falei com ele anteriormente e ele assinou”, garante.
Halal e Fuhro Souto negam
O vereador Arthur Halal disse respeitar a legalidade do projeto, mas diz que não apoia. Em caso de aprovação garante que renunciará ao dinheiro ou doará o valor mensal do vale-refeição para alguma entidade. “Eu respeito a iniciativa dos vereadores. Acho que é um projeto que está dentro da legalidade, mas minha posição é contrária. Votarei contra o projeto e caso seja aprovado, também me comprometo de abrir mão”, garante.
Já Cauê Fuhro Souto admitiu ter concordado inicialmente com o projeto, mas garantiu que também abrirá mão dos valores. “Quando disse que concordo com o projeto, foi no sentido de que ele é legal e pode ser protocolado. Eu respeito totalmente a iniciativa do vereador Paulo Coutinho e demais vereadores, mas não assinei esse projeto. Se aprovado, abrirei mão de qualquer benefício decorrente dele”, afirma.
Bancada do PSOL se posiciona contra
Ainda na discussão do projeto durante a sessão de ontem, a vereadora Fernanda Miranda disse considerar “uma proposição absurda.” Ela complementa, garantindo que a bancada do partido, juntamente com o vereador Jurandir Silva, é contrária ao projeto. “Somos contrários. Nosso voto é não. Caso, seja aprovado, vamos abrir mão do dinheiro.”
