Ministério Público irá analisar indícios de irregularidades no leilão da Cosulati

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Ministério Público irá analisar indícios de irregularidades no leilão da Cosulati

Reunião dos produtores foi realizada nesta sexta-feira (17), em Porto Alegre

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Atualizado sábado,
18 de Abril de 2026 às 08:19

Ministério Público irá analisar indícios de irregularidades no leilão da Cosulati
O assunto vem sendo debatido desde a venda do complexo, em 3 de dezembro de 2024 (Foto: Jô Folha)

O Ministério Público irá analisar possíveis indícios de irregularidades no negócio que envolveu a venda do complexo Cosulati, em 2024. Produtores da antiga cooperativa se reuniram com a Subprocuradora-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais do MPRS, Alessandra Moura Bastian da Cunha, nesta sexta-feira, em Porto Alegre.

Ficou acertado que os advogados do processo irão entregar ao MP os documentos que apontam as possíveis irregularidades na venda do parque fabril. Uma segunda reunião será realizada para avaliar o assunto, ainda sem data confirmada. O MP se comprometeu em avaliar os indícios de irregularidades.

O encontro foi solicitado pelo deputado estadual Dr. Thiago Duarte (UB), que participou da reunião juntamente com a assessoria do deputado estadual Pedro Pereira (PSDB) e advogados representantes de produtores rurais de municípios da Zona Sul impactados pela crise.

O assunto vem sendo debatido desde a venda do complexo, em 3 de dezembro de 2024, quando foi arrematado pela empresa OZ.Earth por R$ 49,1 milhões. Segundo os advogados dos produtores, o complexo vale R$ 250 milhões, cerca de cinco vezes mais do que o valor pago.

Segundo os participantes, a intenção da reunião foi apresentar documentos e relatos já debatidos anteriormente na Assembleia Legislativa e solicitar uma apuração formal sobre o processo que resultou na venda do complexo industrial da antiga cooperativa.

Entre os principais pontos levados ao Ministério Público, estão:

Preço considerado abaixo do valor de mercado, classificado como “preço vil”.

Capacidade financeira da empresa vencedora: parlamentares e produtores questionam se a arrematante possuía estrutura econômica compatível com uma aquisição deste porte.

Entrega antecipada da posse: houve críticas ao fato de a posse do complexo ter sido liberada mesmo com recursos judiciais ainda pendentes, situação considerada irregular por representantes da cooperativa.

Suspeitas sobre a autoliquidação: produtores defendem que há fatos novos e elementos para revisão de todo o processo de autoliquidação da cooperativa.

Próximos passos

Com a análise preliminar, o Ministério Público deverá avaliar se os elementos apresentados justificam abertura de investigação mais aprofundada ou eventual adoção de medidas judiciais relacionadas ao leilão. Para os produtores, a decisão representa um avanço na busca por respostas sobre um caso que ainda gera forte repercussão na Zona Sul do Estado.

Empresa prometeu investimento milionário

A empresa OZ.Earth anunciou, em fevereiro, um investimento de R$ 120 milhões para recuperação do complexo industrial da Cosulati. O parque fabril contempla uma área de 17,5 mil metros quadrados e está com as operações encerradas desde 2022.

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