“É o esforço da família em produzir um alimento de ótima qualidade”

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“É o esforço da família em produzir um alimento de ótima qualidade”

Edemir Valsoler - Produtor da agroindústria Camponês

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Atualizado terça-feira,
28 de Julho de 2026 às 10:58

“É o esforço da família em produzir um alimento de ótima qualidade”
Família de Jóia produz queijos há 60 anos e coleciona premiações pelos produtos. (Foto: Cintia Piegas)
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A agroindústria Camponês, de Jóia, no Noroeste do Rio Grande do Sul, participa da 32ª Fenadoce levando queijos artesanais produzidos há três gerações pela mesma família. Em entrevista, o produtor Edemir Valsoler falou sobre a história da agroindústria, os prêmios conquistados e o legado da receita criada por sua mãe, dona Maria.

Como surgiu a produção de queijos da família?

É um trabalho bem familiar. Ele não começa agora, começa em 1965, quando a minha mãe casou e já fazia queijos. Naquela época era muito mais moeda de troca, trocava por açúcar, petróleo [combustível] e outras mercadorias. Depois virou fonte de renda. Nos anos 1990 seguimos produzindo, principalmente queijo colonial e temperado, sendo pioneiros nos temperados. Em 2012 legalizamos a agroindústria e começamos a participar de muitas feiras. Hoje estamos na terceira geração, com o nosso filho produzindo queijos autorais e resgatando receitas da avó Maria.

Quais foram as principais premiações conquistadas?

Todos os nossos queijos maturados receberam medalha de ouro no Rio Grande do Sul. O Missioneiro conquistou a medalha Super Ouro no Estado, em homenagem aos 400 anos das Missões. Em nível mundial, o Sete Povos recebeu medalha Super Ouro no Mundial do Queijo realizado em São Paulo, ficando entre os 20 melhores queijos do mundo. E neste fim de semana nosso filho está em Blumenau e participou do Prêmio Queijo Brasil, onde conquistou mais três medalhas de ouro.

O que representa esse reconhecimento para a família?

Isso é muito gratificante para nós, porque reconhece o esforço do trabalho da família em produzir um alimento de ótima qualidade. O nosso objetivo é oferecer um produto saudável para a população. Esse sempre foi o trabalho da família.

Qual é o diferencial dos queijos produzidos pela Camponês?

É um conjunto. Começa lá atrás, no terroir, nos animais, no ambiente onde as vacas são criadas, com sombra e água fresca. Não é simplesmente pegar leite e fazer queijo. Também passa pelo ambiente familiar, por fazer o produto com amor e carinho. Quando clientes voltam todos os anos e dizem que compram nossos queijos desde a primeira vez que vieram à Fenadoce, isso mostra que estamos no caminho certo. Não é só pelo econômico, é pela satisfação de saber que estamos fazendo um produto de qualidade.

Entre tantos premiados, qual é o seu queijo preferido?

Não tem como recusar o da Vó Maria. Tenho 60 anos e ele me lembra exatamente o queijo que ela fazia. Minha mãe está conosco até hoje e isso me dá muito orgulho.

O que torna o queijo Vó Maria especial?

É um queijo amanteigado, com uma picância maior, que lembra aqueles queijos antigos curados na tábua de pinheiro, no porão. Meu filho não só resgatou a receita, mas também a técnica de maturação. Hoje os queijos são curados em tábuas de pinheiro, numa temperatura que lembra os porões das casas dos imigrantes.

Qual o convite para quem ainda não visitou a Fenadoce?

Primeiro, agradecer quem já veio e já comprou nossos produtos. E quem ainda não veio, fica o convite: venha conhecer, provar os queijos e ouvir as histórias. A feira é uma oportunidade de conhecer os produtos e conversar com quem produz. Estaremos de braços abertos para receber cada um de vocês.

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