Confeitaria Brasil conquistou o paladar da comunidade pelotense

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Confeitaria Brasil conquistou o paladar da comunidade pelotense

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Há 110 anos

Em 1916, com apenas um ano de funcionamento, a confeitaria Brasil conquistou a simpatia de muitos pelotenses. Fundada pelo empresário Manoel Leandro Gaspar, vendia-se como, especializada em doces para casamentos, batizados e banquetes. Também tinha como diferencial ser a única a comercializar a Guaraná Espumante e o chocolate Lacta, ambos fabricados em São Paulo, pela empresa Zanotta Loureiro e Cia.

Diariamente a confeitaria Brasil fabricava as e procuradas balas feitas com ovos, nozes e amêndoas. Anexo ao comércio, que ficava na antiga praça da República (atual Coronel Pedro Osório), estava uma luxuosa sala para as famílias degustar as iguarias produzidas pelos confeiteiros do local. A Brasil também produzia bombons, licores, doces, sorvetes e gelatos.

(Foto: Reprodução)

O comércio do doce

Disputando os clientes, frequentemente eram faladas pela imprensa comércios como a tradicional confeitaria Nogueira, fundada por Antônio Nogueira Sobrinho, em 1899 e que resistiu até a segunda metade do século 20. O empreendimento era na rua 15 de Novembro, hoje número 559, entre as ruas Marechal Floriano e Sete de Setembro.

 

 

Na década de 20 ainda havia a Gioconda, rua 15 de Novembro, 563, de Moreira e Irmão e a Gaspar, uma das mais antigas, de Luiz D. Cunha, localizada também na 15 de Novembro, 624. E, quando a confeitaria Brasil dava seus primeiros passos, em 7 de setembro de 1916 foi fundada por Domingos de Souza Moreira, a confeitaria Dalila, que ficava na rua Marechal Floriano, 5.

Produção e tradição doceira

A tradição doceira de Pelotas, consolidada no início do século 20, dividia-se entre os “doces finos” de bandeja (feitos à base de ovos e açúcar) servidos nos saraus das elites, e os doces de massa (pessegadas, goiabadas, marmeladas) e compotas, impulsionados pela colonização europeia na zona rural. Um nome de destaque na indústria de compotas foi o do francês Amadeu Gustavo Gastal, pioneiro nesse setor.

Fontes: Dicionário de História de Pelotas; Álbum de Pelotas de 1922

Há 100 anos

Escritor Alcides Maia proferiu palestra na Bibliotheca Pública Pelotense

O 22 de julho de 1926 marcou a visita a Pelotas do jornalista, escritor e político gaúcho Alcides de Castilhos Maia (1878-1944). O visitante realizou uma conferência na Bibliotheca Pública Pelotense. Natural de São Gabriel, foi o primeiro gaúcho a ingressar na Academia Brasileira de Letras, sendo o segundo ocupante da cadeira de número quatro.

Maia escreveu sobre o gaúcho (Foto: Reprodução)

Escreveu as obras Tapera, Ruínas vivas e Alma bárbara, nas quais descreve a região da campanha, com seus usos e costumes, e registra a violência no campo, o êxodo rural e a formação dos bolsões de miséria decorrentes de modificações nos modos de produção das estâncias gaúchas. Em 1912, publicou o ensaio Machado de Assis (algumas notas sobre o humor).

 

Vivia em Porto Alegre

Representou o Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados, no período legislativo de 1918 a 1921. Embora integrado na representação do Partido Republicano, a sua atividade parlamentar se fez sentir pela preocupação com os problemas da educação e cultura.

Na época em que esteve em Pelotas, Maia residia em Porto Alegre, com breve incursão ao Rio de Janeiro, decorrente de sua participação na Revolução de 1930. Na capital gaúcha dirigiu o Museu Júlio de Castilhos, até se aposentar, e colaborou com o Correio do Povo.

Retornou ao Rio de Janeiro em 1938, onde viveu os últimos anos de sua vida. Mesmo à distância escrevia para a imprensa gaúcha. Na, então capital federal, frequentava a Academia Brasileira de Letras. Cinco anos após sua morte, seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Rio Grandense, em Porto Alegre.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; wikipedia.org; Academia Brasileira de Letras

 

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