Ponte nova sobre o São Gonçalo foi liberada aos veículos em julho

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Ponte nova sobre o São Gonçalo foi liberada aos veículos em julho

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Atualizado terça-feira,
21 de Julho de 2026 às 11:40

Há 50 anos

Depois de meses de expectativa, a nova ponte sobre o canal São Gonçalo, ligando Pelotas a Rio Grande, foi liberada para o tráfego no dia 21 de julho de 1976. A obra foi concluída em 22 meses, o que na época foi considerada uma obra de rápida execução. A inauguração oficial estava marcada para o dia 28 de agosto, quando o então presidente militar, Ernesto Geisel, estaria em visita a Pelotas.
Segundo os engenheiros da época, a ponte, edificada com um investimento de 50 milhões de cruzeiros, foi construída para durar 50 anos. O projeto foi implantado, após ter ocorrido uma pane no escoamento da soja gaúcha em 1973, quando a antiga ponte de 1962 foi interditada, por apresentar depressão no concreto em sua parte mais alta.
Durante a construção da nova ligação entre as cidades vizinhas, a antiga ponte, chamada de Alberto Pasqualini, foi reaberta ao tráfego de veículos de até 40 toneladas. O novo projeto previu uma estrutura de 12 mil metros cúbicos de concreto e mil toneladas de aço. A extensão era de 1.020 metros e a altura uma altura média de 24 metros. O trabalho foi realizado por três empreiteiras.

Obras para depois

No dia da abertura, uma fonte do DNER informou que as cabeceiras tinham sido construídas em caráter provisório. A nova pista de entrada Pelotas-Rio Grande estava prometida para janeiro de 1977, retificando as cabeceiras.
Do lado de Pelotas, as cabeceiras seriam ligadas à estrada que contornaria a cidade, desde o Retiro até o canal São Gonçalo. Logo após a liberação, uma extensa fila de veículos foi formada do lado rio-grandino, ultrapassando os 1.020 metros de comprimento da ponte, que posteriormente foi batizada por Leo Guedes.
Assim que foi liberada, a antiga ponte foi imediatamente fechada. As autoridades da época confirmaram que ela seria recuperada em breve, o que não se confirmou até hoje.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 100 anos

Administração da Santa Casa faz homenagem ao antigo provedor Bruno Chaves

O médico Bruno Chaves, também provedor da Santa Casa de Misericórdia, foi homenageado na data de seu nascimento, 6 de julho, em 1926, com a inauguração de um busto em bronze, na praça Piratinino de Almeida. A cerimônia foi realizada em frente à capela do hospital, onde foi colocada uma mesa, onde estavam as autoridades e familiares.

Diplomata trabalhou na Itália e no Uruguai (Foto: Reprodução)

Além de muitas famílias, estavam as autoridades civis, militares e religiosas da cidade, além do corpo médico do hospital e membros da administração. A sessão foi aberta pelo provedor da Santa Casa, J.J. Albuquerque Barros, que proferiu rápida oração explicando a cerimônia, presidida pelo intendente (prefeito) Augusto Simões Lopes, um dos articuladores da homenagem.

Também discursou o médico e deputado Victor Russomanno e o próprio Simões Lopes. Após, o bispo Dom Joaquim, realizou uma cerimônia religiosa. Presentes na homenagem a viúva Casemira Garcia Chaves, o filho Antonio Chaves, a mulher dele e a filha Gisela.

Também foi diplomata

O médico e diplomata Bruno Gonçalves Chaves, nascido em 6 de julho de 1864, era filho do charqueador Antônio José Gonçalves Chaves e Marcolina Chaves. Republicano, desde cedo se envolveu com a política e o movimento abolicionista.

Bruno Chaves se formou pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1887. Poliglota, foi admitido à carreira diplomática a partir de 1890, servindo como adido e, logo em seguida, segundo-secretário na Embaixada do Brasil no México.

Na França, exerceu o cargo de cônsul-geral em 1892. Em Paris, ainda, foi aluno da Escola de Ciências Políticas e Administrativas. Promovido a primeiro-secretário, serviu na legação junto ao Quirinal (hoje Embaixada do Brasil em Roma) em 1894. Em 1899 passou a ministro, servindo na Áustria.

Sede do bispado

Em 1902 foi removido para atuar como Ministro Plenipotenciário junto a Santa Sé (equivalente hoje a Embaixador do Brasil no Vaticano, de 1902 a 1912). Deve-se à sua atuação a indicação de Pelotas como sede de bispado, conforme decreto de 15 de agosto de 1910, assinado pelo Papa.

De Roma foi para Montevidéu, onde se aposentou, por motivos de saúde. Retornou a Pelotas, onde exerceu o cargo de provedor da Santa Casa de Misericórdia, entre 1919 e 1920. Foi ainda, um dos fundadores da Faculdade de Odontologia, depois integrante da Universidade do Rio Grande do Sul (URGS).

Casado com Casimira Garcia, teve dois filhos: Antônio José Gonçalves Chaves e Gisela Gonçalves Chaves. Coube a Bruno e Casimira a criação da sobrinha Antonia Berchon (1918-2014), filha de Vera des Essarts e Jaime de Carvalho, que morreram de gripe espanhola. Chaves morreu em 10 de abril de 1923.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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