COPSul 2026 torna-se evento permanente no calendário climático da região

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COPSul 2026 torna-se evento permanente no calendário climático da região

Evento encerra com compromisso de ação integrada pelo meio ambiente

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COPSul 2026 torna-se evento permanente no calendário climático da região
Foi debatido o contexto regional de enfrentamento aos eventos extremos e construída uma carta conjunta de intenções que irá nortear a temática na região (Foto: Francine Neves)

Após dois dias de atividades integradas em Pelotas e Rio Grande, a segunda edição da Conferência do Sul sobre Mudanças Climáticas e Sustentabilidade (COPSul) encerrou nesta sexta-feira (26), com o compromisso de ser um evento permanente no calendário das duas cidades. Foi debatido o contexto regional de enfrentamento aos eventos extremos e construída uma carta conjunta de intenções que irá nortear a temática na região.

Promovido pelas prefeituras de Pelotas e Rio Grande, universidades federais das duas cidades, pelo Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) e pelo Instituto Federal de Educação (IFRS) campus Rio Grande, as instituições reafirmam seu compromisso com a construção de uma agenda regional para o enfrentamento das mudanças climáticas e para a promoção do desenvolvimento sustentável no sul do Rio Grande do Sul.

A partir dos eixos temáticos debatidos, foi reconhecida a necessidade de fortalecer a cooperação entre o poder público, a comunidade científica e a sociedade, promovendo respostas integradas, baseadas em evidências científicas, planejamento territorial e participação social.

Além disso, as lideranças afirmaram que os desafios apresentados pelo contexto climático de El Niño e maior recorrência de eventos climáticos extremos, evidenciam a importância de uma governança regional capaz de integrar conhecimentos, políticas públicas e ações coordenadas.

O secretário de Meio Ambiente de Rio Grande, Antônio Soler, reforça a importância de tornar a COPSul permanente nas agendas da pauta climática regional e comemora o que considera um marco histórico para a Zona Sul. Segundo ele, a união das instituições e dos agentes, nos dois dias de evento, demonstra que há vontade política de transformar a realidade vivenciada. “Agora nós temos que pensar a partir daqui, como é que nós vamos implementar essas questões, e quem sabe no ano que vem ter uma COP com ainda mais pessoas, com mais instituições, para que a gente possa, efetivamente, enfrentar a emergência climática com proteção ambiental, com justiça social e com justiça climática”, diz.

Carta do Canal de São Gonçalo

Foi apresentado à comunidade um documento que consolida as propostas coletivas discutidas ao longo dos eixos temáticos do evento. Assinada pelos representantes das instituições que integraram a elaboração da chamada “Carta do Canal de São Gonçalo”, foi estabelecido o compromisso com a construção de uma governança regional sólida baseada na cooperação em ciência e poder público, na transparência, na participação social e na implementação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à resiliência climática. Também foi assumido o compromisso de transformar os resultados da COPSul em ações concretas, permanentes e monitoradas, consolidando o sul do Brasil como referência nacional em governança territorial para o enfrentamento das mudanças climáticas.

Entre os compromissos contidos na carta estão: instituir o Comitê Sul sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável; fortalecer a ciência como base para as políticas públicas; implantar um sistema regional de monitoramento permanente; promover a cooperação regional; e consolidar a Conferência Sul sobre Mudanças Climáticas como um espaço permanente de diálogo, participação, monitoramento e avaliação das políticas regionais.

O prefeito de Pelotas, Fernando Marroni (PT) afirma que está é a primeira vez que as prefeituras e as instituições de ciência da nossa região assumem um compromisso conjunto com relação ao tema da emergência climática. “É muito importante que a gente alinhe a ciência com o poder político. Essa unidade fortalece para que a gente possa enfrentar esse tema [emergência climática]. Acho que demos o primeiro passo para esse compromisso com a atual geração e com as gerações futuras”, diz.

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