Rio Grande enfrenta crise na Santa Casa e aposta em projetos estruturantes e políticas sociais

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Rio Grande enfrenta crise na Santa Casa e aposta em projetos estruturantes e políticas sociais

Prefeita detalha ações para enfrentar crise na saúde, impulsionar investimentos e ampliar políticas de proteção social no município

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Atualizado sexta-feira,
27 de Março de 2026 às 15:12

Rio Grande enfrenta crise na Santa Casa e aposta em projetos estruturantes e políticas sociais
(Foto: Divulgação)

A crise na Santa Casa, os avanços em projetos estruturantes e novas políticas públicas voltadas às mulheres estão entre os principais temas da agenda do município de Rio Grande. Em entrevista à Rádio Pelotense, a prefeita Darlene Pereira (PT) detalhou ações em andamento e perspectivas para a cidade, destacando desafios históricos e medidas adotadas pela gestão.

Santa Casa

O cenário mais urgente envolve o hospital filantrópico, que enfrenta atraso no pagamento de honorários médicos e risco de paralisação dos atendimentos. A prefeita afirmou que o município atua em articulação com os governos estadual e federal para garantir a sustentabilidade da instituição. “O município vem acompanhando e trabalhando nisso desde antes de eu assumir como prefeita, no sentido de buscar as alternativas para a Santa Casa”, disse.

Entre as medidas adotadas, está o aumento do repasse municipal para o pronto-socorro e a busca por ampliação do teto de recursos destinados a atendimentos de média e alta complexidade. Segundo Darlene, esse reforço é considerado fundamental para equilibrar as contas da Santa Casa e assegurar a continuidade dos serviços. A gestora também descartou, neste momento, a possibilidade de intervenção, ao avaliar que a crise decorre de um passivo histórico. “A melhor solução é que a Santa Casa tenha os recursos necessários para fazer a boa gestão da saúde no município”, afirmou.

Paralelamente, o município também monitora o impacto da alta dos combustíveis na economia local. A prefeita informou que o Procon intensificou a fiscalização para coibir aumentos considerados abusivos, especialmente por parte das distribuidoras. “O município vai atuar firme nas distribuidoras se tiver que multar, vai multar”, afirma. Segundo ela, o cenário já apresenta reflexos em serviços essenciais, como transporte público, coleta de lixo e transporte escolar, o que levou a administração a reforçar ações de controle e acompanhamento dos preços.

Desenvolvimento econômico e social

No campo econômico, a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) favorável ao avanço do projeto da termelétrica a gás foi apontada como um marco para o município. A prefeita destacou que o empreendimento pode impulsionar investimentos e ampliar a competitividade regional, especialmente diante da limitação no acesso ao gás natural. “Essa termoelétrica é muito importante, ela é fundamental para o desenvolvimento do estado”, afirmou.

A retomada do Polo Naval também integra as expectativas da administração municipal. De acordo com a prefeita, cerca de 500 trabalhadores já foram contratados, e o número deve crescer a partir de abril, com o avanço das atividades. A qualificação de mão de obra ocorre em parceria com o Senai, preparando profissionais para atender à demanda do setor.

Na área social, a prefeitura encaminhou e aprovou projetos voltados à proteção das mulheres. Entre eles, o auxílio-aluguel para vítimas de violência doméstica, que prevê apoio temporário para garantir segurança e reorganização da vida das beneficiárias. “Para que a mulher possa se libertar da opressão e da violência, ela precisa da autonomia econômico-financeira”, destacou. Outro projeto institui o selo “Empresa Acolhedora da Mulher”, incentivando práticas de inclusão e proteção no ambiente de trabalho.

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