A paixão pela Feira Nacional do Doce (Fenadoce) é tanta que Viviane Santos, 45 anos, gostaria de ver a feira acontecer mais de uma vez por ano. Natural de Recife (PE) e moradora de Pelotas há 18 anos, ela participa da feira pela sexta edição consecutiva trabalhando na venda de doces. Para ela, além da chance de renda extra, o evento promove reencontros e cria novos laços.
“Eu gostaria que fossem duas ou três feiras por ano, porque é muito bom. Me ajuda bastante. Todo ano eu conto com esse valor que já é garantido”, afirma, levando em conta o seu planejamento financeiro anual. Além disso, a pernambucana encontrou na Fenadoce um espaço de aproximação com gaúchos e pessoas de outros lugares do mundo: “Conhecer pessoas diferentes é o que mais gosto. Encontrei até nordestinos aqui”.
No segundo dia da 32ª Fenadoce, ontem, histórias como a dela se misturavam do outro lado do balcão colorido, pelos corredores do Centro de Eventos. Enquanto o público circulava entre os estandes, atrações culturais, praça de alimentação e parque de diversões, a Cidade do Doce era um dos espaços mais movimentados.
Mesmo trabalhando diretamente com as guloseimas, Viviane revela que não é a maior consumidora de doces. Ainda assim, conhece bem as preferências do público. Os clássicos seguem imbatíveis. “Os campeões de vendas são o quindim e o bombom de morango. Todos os anos são os mais procurados”, relata.
A expectativa dos doceiros também permanece alta. Depois do sucesso do chamado “morango do amor” na edição passada e dos lançamentos recentes de produtos à base de limão e pistache, a expectativa é que alguma novidade ganhe a cena nos próximos dias.
