Ágape exibe nesta quarta-feira o documentário Nunca Fui Rei – A arte de Felipe Povo

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Ágape exibe nesta quarta-feira o documentário Nunca Fui Rei – A arte de Felipe Povo

Apresentação pública da obra audiovisual resgata a memória e o ativismo social do artista que marcou as ruas de Pelotas

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Ágape exibe nesta quarta-feira o documentário Nunca Fui Rei – A arte de Felipe Povo
O artista e um dos personagens que ele espalhou pelos muros da cidade (Foto: Divulgação)

Mesmo depois de sete anos da morte de Felipe Povo, muitas paredes do centro de Pelotas ainda guardam as marcas criativas de um de seus artistas visuais mais emblemáticos na arte urbana da cidade. Nesta quarta-feira (15), às 18h30min, o Ágape Espaço de Arte, rua Padre Anchieta, 4.480, promove a segunda exibição pública do documentário Nunca Fui Rei – A arte de Felipe Povo, uma forma de homenagear e celebrar a vida deste criador. A entrada é gratuita, mas os organizadores solicitam a confirmação de presença pelo WhatsApp (53) 98438-4480 e sugerem a doação de um quilo de alimento não-perecível.

Felipe da Conceição Silva, o Felipe Povo, nasceu em Porto Alegre em 1982 e cresceu em Palmares do Sul. Sua paixão pela arte despertou cedo, influenciada pela pintura de Van Gogh e, mais tarde, pela estética contestadora e criativa do skate. Ao se mudar para Pelotas para estudar, iniciou uma trajetória de mais de 12 anos de intervenções urbanas, produção criativa e ativismo social.

Sua marca mais icônica na cidade foi o lambe em papel jornal com a figura de um palhaço preto com nariz vermelho, acompanhado do palíndromo “POVO! / !OVOP”. Colado aos milhares pelas paredes da cidade, o cartaz virou patrimônio afetivo.

Silva morreu precocemente em 2019, aos 36 anos, vítima de um câncer, deixando saudades por sua dedicação visceral às artes, que iam do grafitti, à pintura acrílica e xilografia ao bordado, e por sua extrema generosidade.

Da perda à homenagem

A ideia de homenagear Felipe surgiu logo após seu falecimento. Em entrevista, um dos diretores do audiovisual, Emir Sarmento, conta que o grupo de amigos e parceiros artísticos sentia a necessidade de contrapor as tradicionais estátuas públicas de Pelotas, que costumam celebrar figuras históricas, mas hoje distantes da contemporaneidade, por personalidades que realmente dialogassem com a cultura e o cotidiano da comunidade atual. “A gente pensou em como seria importante homenagear as pessoas que fazem parte da nossa vida mesmo, que temos como referência no dia a dia”, destaca Sarmento.
O projeto, viabilizado pela parceria com a Idealiza Cidades (Parque Una), culminou na criação de uma estátua de Felipe Povo (concebida por Elias Kalhil Chidia, Emir Sarmento e Edson Coelho Gonçalves) e no próprio documentário.

A produção de Nunca fui rei levou cerca de três anos para ser concluída, unindo esforços das produtoras Madre Mia e Erro Studio. O roteiro e a montagem reúnem depoimentos sensíveis de amigos, professores da faculdade, da irmã Carla Silva (responsável por trazê-lo para Pelotas) e de sua ex-companheira Veridiana Ribeiro, revelando tanto o rigor técnico do artista quanto a sua pureza pessoal, descrita por Sarmento como “desprovida de ego”.

A primeira exibição ocorreu em 9 de outubro do ano passado, no Parque Una, durante a inauguração da estátua do artista. A sessão de hoje no Ágape oferece uma nova oportunidade de conhecer mais sobre o que movia Felipe Povo.

Prestigie

O quê: exibição do documentário Nunca fui rei – A arte de Felipe Povo
Quando: Quarta-feira (15), às 18h30min
Onde: Ágape, rua Padre Anchieta, 4.480
Entrada: gratuita, mas sugere-se a doação de um quilo de alimento não perecível

 

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