Reunião-almoço da ACP busca inspiração em cidades chinesas

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Reunião-almoço da ACP busca inspiração em cidades chinesas

Empresários trazem experiências do país asiáticos para aplicar em Pelotas

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Reunião-almoço da ACP busca inspiração em cidades chinesas
(Foto: Paulo Rossi)

A experiência de empresários gaúchos na China foi o tema da Reunião-Almoço Tá na Hora, promovida pela Associação Comercial de Pelotas (ACP) nesta quinta-feira (9). Durante o encontro, os palestrantes Marisa Leitzke Buss, Adilson Cruz e Daniel Peglow compartilharam as principais tendências observadas no país asiático e como essas tecnologias podem ser adaptadas à realidade brasileira.

Entre as principais inovações observadas no país asiático é a industrialização das obras. A empresária Marisa Leitzke Buss contou que participou de uma feira do mercado imobiliário em Xangai para apresentar empreendimentos do Brasil e do Uruguai a investidores chineses. Durante a viagem, também conheceu empresas do setor da construção civil.

“Eles constroem tudo pronto dentro de uma fábrica e fazem apenas a montagem no canteiro de obras. Isso torna a obra mais rápida, com menos perda de material e um custo bem menor, porque precisa de menos pessoas trabalhando no local.”

Outro destaque apresentado foi o conceito de cidades inteligentes adotado em diversos bairros chineses. Antes mesmo da construção, os bairros são planejados digitalmente para definir a ocupação urbana e toda a infraestrutura tecnológica. “Eles fazem um modelo em 3D do bairro para saber a densidade de ocupação e organizar tudo antes de autorizar as construções”, explica Marisa.

A palestrante lembrou que a transformação começou ainda nas décadas de 1980 e 1990, com o desenvolvimento do bairro de Pudong, em Xangai. “De lá para cá eles só vêm melhorando essas tecnologias, incorporando novas soluções para tornar a cidade cada vez mais inteligente.”

“É preciso entender o modelo chinês”

O empresário Daniel Peglow esteve na China em duas missões empresariais, uma no ano passado e outra neste ano, permanecendo cerca de dez dias em cada viagem. Segundo ele, mesmo em um curto intervalo foi possível perceber a velocidade das transformações. “A China é extremamente rápida. O que vamos apresentar hoje é aquilo que podemos aproveitar, entendendo melhor o modelo chinês e vendo o que pode ser adaptado ao Brasil.”

Durante as missões, o grupo conheceu empresas de diferentes setores. Para Daniel, o contato permitiu compreender não apenas as empresas, mas também a forma de pensar dos chineses. “Visitamos instituições financeiras, empresas do agronegócio, empresas de tecnologia, como a Alibaba, e empresas de robótica. Foi um leque bastante variado que nos deu uma ideia de como a China funciona e, principalmente, da forma do chinês pensar.”

Automação e robótica são oportunidades para o Brasil

Entre as tendências observadas, Daniel destaca que muitas tecnologias já começam a chegar ao país, como os veículos elétricos. Ele acredita que o Brasil ainda possui grande espaço para avançar na automação, especialmente no agronegócio. “Os carros elétricos já são uma realidade. A China tem uma parcela muito significativa da frota composta por veículos elétricos. Nosso agronegócio evoluiu muito em pesquisa e produtividade, mas na automação e nas máquinas autônomas ainda temos muito a evoluir.”

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