Xavante aposta em horário não escolhido há quatro anos no Bento Freitas

11 horas

Xavante aposta em horário não escolhido há quatro anos no Bento Freitas

Brasil atuará pela manhã na partida de volta da final da Copa FGF contra o Gramadense, dia 19

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Xavante aposta em horário não escolhido há quatro anos no Bento Freitas
A última vez que a bola rolou neste horário no Bento Freitas foi em 7 de agosto de 2022 (Foto: Volmer Perez)

O Brasil atendeu a uma onda de pedidos de torcedores via redes sociais e solicitou à Federação Gaúcha de Futebol (FGF) a alteração – já aceita – do dia e do horário da partida de volta da final da Copa Carlos Caetano Verri, contra o Gramadense. Inicialmente, o confronto ocorreria às 19h do dia 18, um sábado.

Modificado para as 11h do dia 19, um domingo, o jogo dará fim a um período de quatro anos do Xavante sem atuar como mandante pela manhã. A última vez que a bola rolou neste horário no Bento Freitas foi em 7 de agosto de 2022, quando o Rubro-Negro venceu o Confiança por 1 a 0 pela penúltima rodada da Série C.

Públicos não vêm agradando

A modificação, no entanto, tem outras razões. O público nas partidas à noite não vem agradando. Contra o Santa Cruz, no último sábado, 1.171 pessoas marcaram presença, conforme o boletim da FGF. De acordo com os dados oficiais, foi o menor número nesta temporada – o clássico Bra-Far não teve borderô divulgado.

“Tivemos essa última experiência do jogo sábado à noite com muito pouco torcedor no estádio. Acredito que pelo frio, pelo horário [19h], em que existe ainda bastante gente trabalhando no comércio, principalmente, foi um público aquém do que se esperava”, disse à Rádio Pelotense 99,5 FM o coordenador técnico do Brasil, Hélio Vieira.

1.171 pessoas marcaram presença na vitória sobre o Santa Cruz (Foto: Gabriel Costa – GEB)

Com o baixo público, o clube registrou um prejuízo de R$ 17 mil em função da operação do jogo para abrir o estádio. Valores negativos também saíram das quatro partidas anteriores do Xavante em casa. O melhor registro da atual temporada veio na Recopa diante do Internacional: 4.902 pessoas na Baixada e um lucro de R$ 141.488,93.

Para se ter uma ideia, o duelo de volta da semifinal da Copa FGF em 2025, contra o Gaúcho, teve o triplo de torcedores no estádio em relação ao embate com o Santa Cruz: 3.375. O jogo, no entanto, foi realizado em um contexto bem distinto: à tarde, em um feriado na segunda quinzena de novembro, faltando um mês para o verão.

Sem conflito com a Copa

Outra justificativa para o Brasil ter solicitado o horário das 11 é a decisão do Mundial, marcada para as 16h (de Brasília) do mesmo dia 19.

“O ideal seria que jogássemos domingo à tarde, 15h ou 15h30min, para que se tivesse a final como coisa principal do domingo de futebol, mas existe a final da Copa do Mundo e não há como ignorar isso, não tem como concorrer. Acho que a tentativa de jogar às 11 horas levando em conta o conjunto de circunstâncias, e que teremos um bom público”, completa Hélio Vieira.

Públicos do ano

Fonte: CBF e FGF

Brasil 1 x 0 Santa Cruz: 1.171
Prejuízo de R$ 17.293,26

Brasil 4 x 0 Farroupilha: não divulgado

Brasil 1 x 2 Blumenau: 2.171
Prejuízo de R$ 5.117,55

Brasil 1 x 0 Bagé: 1.238
Prejuízo de R$ 13.849,52

Brasil 0 x 0 São José: 2.216
Prejuízo de R$ 7.979,31

Brasil 2 x 0 Guarany: 1.329
Prejuízo de R$ 13.837,30

Brasil 1 x 2 Internacional: 4.902
Lucro de R$ 141.488,93

Brasil 0 x 1 Marcílio Dias: 2.171
Lucro de R$ 2.099,52

Brasil 2 x 0 São Joseense: 2.558
Lucro de R$ 18.416,12

Brasil 2 x 1 Azuriz: 2.952
Lucro de R$ 23.201,56

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