Ballet Dicléa e Grupo Ballet de Pelotas levam dança ao Sete de Abril

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Ballet Dicléa e Grupo Ballet de Pelotas levam dança ao Sete de Abril

O espetáculo une balé clássico e contemporâneo na noite desta quinta-feira (9)

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Ballet Dicléa e Grupo Ballet de Pelotas levam dança ao Sete de Abril
Alunos da Escola de Dicléa de Souza apresentam, no primeiro ato, a comédia romântica La fille mal gardée (Foto: Ana Cláudia Dias)

A dança é a atração principal no palco do recém-reaberto Theatro Sete de Abril. Em uma apresentação em dois atos, marcada para as 20h, o público poderá conferir o talento dos bailarinos da Escola de Ballet Dicléa Ferreira de Souza e do Grupo Ballet de Pelotas. O espetáculo promove o encontro de diferentes gerações e linguagens, unindo o repertório clássico à criação contemporânea. Os ingressos estão esgotados.

A professora e coreógrafa Daniela Ferreira de Souza, diretora artística da Escola, destaca que o retorno ao histórico palco traz uma sensação indescritível. “O Grupo Ballet de Pelotas e a Escola de Ballet Diclea se apresentaram a vida inteira neste teatro, ele sempre nos acolheu e sempre foi um espaço para os artistas como um todo. O Sete de Abril nos oportunizou mostrar o nosso trabalho, divulgar a nossa cultura. Essa nova geração nunca tinha pisado neste teatro”, comenta.

Daniela aproveitou o ensaio geral realizado no início do mês para apresentar a casa de espetáculos aos alunos mais jovens, enfatizando a importância do momento. “Que eles aprendam a respeitar esse espaço como um templo. Para eles está sendo uma experiência incrível, estão orgulhosos de fazer parte dessa reabertura”, fala.

Reencontros e estreias

Para a bailarina Isadora Klee, a noite tem um significado nostálgico. Ela tinha 19 anos quando dançou pela última vez no Sete de Abril, em 2009, meses antes de o local fechar para o longo processo de restauro. “Fico muito feliz porque é um patrimônio que está sendo devolvido para a cidade, especialmente para nós que somos artistas, um palco histórico, no qual muitas companhias importantes de teatro, música e dança passaram por aqui”, fala.

Isadora será a protagonista de La fille mal gardée, balé de repertório que abre a noite no primeiro ato. “Eu estou sentindo a emoção de voltar e, embora eu tenha dançado aqui outras vezes, é também como se fosse a primeira vez, como muitos dos meus colegas, que têm menos de 15 anos, que nunca tinham entrado aqui. É muito profundo poder voltar a dançar neste palco”, diz Isadora, que interpreta a personagem principal de La fille mal gardée, a Lisi. “É um balé muito bonito e muito leve, que conta uma história romântica e cômica”, antecipa a bailarina.

Criação original

No segundo ato, o Grupo Ballet de Pelotas assume o palco com Impulso, criação original de Daniela Souza e Victor Medronha que investiga os conflitos humanos entre a razão e a emoção. “Impulso nasceu da vontade de falar sobre o que acontece dentro da gente… Aquele momento entre agir e pensar, entre sentir e controlar”, explica. A coreógrafa ainda comenta que a montagem investiga os impulsos primários, sua explosão e as consequências inevitáveis, culminando em uma busca de renovação e redenção. “É uma coreografia sobre a natureza humana”, antecipa Daniela de Souza.

Sobre a segunda coreografia da noite, Isadora Klee complementa que se trata de uma proposta neoclássica e mais livre, com figurinos fluidos. “É um espetáculo muito bonito para quem gosta de dança e para quiser voltar a fazer parte dessa plateia, que é sempre uma sensação muito boa, a gente sempre aprende muito quando assiste coisas novas.”

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