Crise agrava e Santa Casa de RG chega a 210% de ocupação

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Crise agrava e Santa Casa de RG chega a 210% de ocupação

Pacientes estão sendo acomodados em corredores e poltronas, medidas consideradas excepcionais pela instituição

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Crise agrava e Santa Casa de RG chega a 210% de ocupação
(Foto: Divulgação)

A situação da superlotação de leitos da Santa Casa de Rio Grande segue grave e, em informativo emitido pela instituição hoje, o Pronto Socorro está com 210% de taxa de ocupação. Atualmente, são contabilizados 38 pacientes que aguardam leitos para internação. Todos estão regulados pelo Sistema Estadual de Regulação, aguardando a disponibilização de leitos na própria Santa Casa ou em outros hospitais de referência.

Devido à alta taxa de ocupação e falta de espaço estruturado para acolher todos os pacientes graves que chegam até a unidade, pessoas estão sendo acomodados em corredores e poltronas. A situação é considerada excepcional pela Santa Casa de Rio Grande, que afirma que nenhum paciente grave deixará de ser atendido e que isso não corresponde ao padrão habitual de atendimento da instituição.

A limitação da estrutura física e da disponibilidade de recursos humanos, segundo a instituição, são fatores que impactam diretamente a capacidade de resposta frente à superlotação persistente. Por isso, é reforçada a orientação para que casos de menor gravidade sejam direcionados às UPAs e às Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Essa medida contribui para preservar a capacidade do Pronto-Socorro para o atendimento de pacientes com condições graves, que necessitam de assistência imediata e de maior complexidade.

Perfil dos pacientes

Segundo a Santa Casa, o perfil assistencial dos pacientes atendidos é composto, em ordem de predominância, por casos clínicos, cardiológicos, AVC, pacientes com perfil de cuidados intensivos, respiratórios, cirúrgicos, pediátricos e ambulatoriais.

O Pronto-Socorro da Santa Casa de Rio Grande é uma porta de entrada para atendimentos de urgência e emergência e foi estruturado para funcionar como uma unidade de passagem.
Após a avaliação médica, o paciente deve ter como desfecho a alta ou a internação. A permanência prolongada no setor aguardando um leito, como ocorre atualmente, compromete esse fluxo e reduz a capacidade de atendimento a novos casos.

Esse cenário, na avaliação da instituição, evidencia uma inversão da finalidade do serviço, que passa a funcionar, temporariamente, como uma “unidade de internação”, quando sua vocação é atender pacientes em avaliação e estabilização, com permanência de curta duração.

A Santa Casa segue acolhendo todos os pacientes que procuram atendimento de urgência e emergência e atua de forma integrada à rede de saúde, em conjunto com as UPAs. Diante da superlotação, a classificação de risco torna-se ainda mais rigorosa, garantindo prioridade exclusiva aos casos de maior gravidade.

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