“Nada substitui a criatividade, o olhar humano, para aquilo que estamos produzindo”

Abre aspas

“Nada substitui a criatividade, o olhar humano, para aquilo que estamos produzindo”

Luísy Pacheco - estudante de Cinema e Audiovisual e integrante do Centro Acadêmico dos Cursos de Cinema da UFPel

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“Nada substitui a criatividade, o olhar humano, para aquilo que estamos produzindo”
(Foto: Reprodução)

Pelotas é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) como referência entre os municípios da região Sul que oferecem cursos de Cinema e Audiovisual e Cinema de Animação. Estudantes de diversas cidades do Brasil optam pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em que curtas e longas-metragens produzidos aqui, são exibidos no Brasil e no mundo. A pelotense Luísy Pacheco é estudante de Cinema e Audiovisual e integrante do Centro Acadêmico dos Cursos de Cinema (@cacineufpel), que realizam diversas atividades, entre elas a exibição dos trabalhados desenvolvidos pelos alunos e a parceria com o Cine UFPel.

Os cursos de Cinema e Audiovisual e de Cinema de Animação são muito procurados por alunos de fora do Rio Grande do Sul. Como pelotense, acreditas que essa troca cultural influencia na aprendizagem?

Tem muita influência, sim. Temos alunos daqui e muitos de fora como São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Essa mistura de culturas e vivências é a prova não só do papel da universidade como também a força do curso porque são especialidades diferentes dentro do curso de cinema, que começou em 2007 com o de cinema e animação. Em 2010 a UFPel dividiu em dois cursos: o meu é o de cinema e audiovisual, focado em live action em que fazemos produções com pessoas reais, por exemplo, e o de cinema de animação.

Com tantas novas tecnologias, de que forma a academia tem se adaptado a essa nova era?

Há vertentes muito diferentes: pessoas que acreditam que a inteligência artificial será o futuro do cinema e pessoas que simplesmente não veem isso como uma forma de produção artística. Em 2025 o Conexões Gramado Film Market, que é um dos braços do Festival de Cinema de Gramado, lançou a Mostra de Filmes Gerados por Inteligência Artificial e foram criticados por profissionais da área.

Acredito que a IA ajuda em algumas questões, mas a gente esquece que somos nós que fornecemos as informações. Podemos utilizar a inteligência artificial como ferramenta e saber dosar. Nada substitui a criatividade, o olhar humano, para aquilo que estamos produzindo.

De que forma a trajetória de muitos ex-alunos, inclusive premiados fora do Brasil, servem como referência dentro da academia?

Tive vários contatos com egressos tanto da UFPel quanto de outras faculdades aqui no Rio Grande do Sul e a troca é fundamental. Mas claro que os que já passaram por aqui são uma fonte de inspiração. Temos um site com o acervo oficial da própria faculdade, em que estão disponíveis todos os filmes produzidos pelos cursos, desde 2007. A plataforma, além de guardar a história dos alunos, é um laboratório para vermos como eram feitas as produções e como pensamos hoje.

Qual a importância do Cine UFPel, que é o espaço em que a população tem a oportunidade de assistir filmes nacionais e internacionais de forma gratuita, além de ser o palco para a exibição das produções dos alunos?

O Cine é uma sala de cinema universitária criada pelo nosso corpo docente e que tem uma importância dupla para nós e para a comunidade, porque é uma das poucas salas de cinema no Rio Grande do Sul gratuitas. Então qualquer pessoa que puder e que tiver um tempo para ir no horário das ações que sempre estamos oferecendo são bem-vindos. Para nós o espaço representa uma conquista em vermos nossos filmes em tela grande porque estamos dentro da universidade produzindo cinema, e às vezes, a gente tem a sensação de que produzimos apenas para nossa comunidade, só que essa não é nossa intenção, é levarmos para além da sala de aula.

 

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