Entidade lembra aniversário de morte de Francisco Lobo da Costa

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Entidade lembra aniversário de morte de Francisco Lobo da Costa

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Há 50 anos

O Centro Espírita Francisco Lobo da Costa realizou uma sessão especial em homenagem ao seu patrono, na passagem dos 88 anos de morte do poeta e dramaturgo. O pelotense morreu em 18 de junho de 1888, deixando um legado literário reconhecido até hoje.

O famoso poeta teve uma vida breve, mas intensa, atuando tanto no meio literário, quanto no jornalismo e no teatro. Nascido na cidade de Pelotas, dia 12 de julho de 1853, Francisco Lobo da Costa é considerado um dos principais escritores românticos do século 19.

Era filho de um catarinense, Antônio Cardoso da Costa, e de uma baiana, Jacinta Júlia Lobo da Costa. A família chegou em Pelotas após o término da Revolução Farroupilha, onde abriu um estabelecimento comercial.

De escrevente a jornalista

Lobo da Costa começou a trabalhar muito jovem, aos 14 anos, como escrevente de um cartório, porém a ligação com a poesia começou ainda criança. Aos 16 anos ingressou no jornalismo, fundando o jornal Castália, que não durou muito. Foi colaborador do jornal Eco do Sul, trabalhou na redação do Diário de Pelotas (em 1871 de Fernando Osório), órgão liberal, abolicionista e republicano, onde conheceu jovens políticos. Começara a freqüentar a sociedade e possuía o dom de encantar, principalmente quando declamava seus versos.

Seu primeiro livro publicado foi o romance Espinhos d’alma (1872). Na imprensa, atuou e colaborou com os jornais: Trovador; Lanterna; Investigador; Gazeta Mercantil; 11 de Julho; Tribuna e Fronteira.
Sua primeira tentativa de ficção foi Heloísa publicada na Arcádia, uma história de amor proibido, tema comum no romantismo da época. Chegou a cursar a Faculdade de Direito, em São Paulo, com cerca de 18 anos, porém não concluiu o curso e passou a se dedicar integralmente à literatura e ao teatro.

Publicações

Em 1874 publicou Lucubrações (1874), único livro de poesia editado em vida.

Alcoólatra, teve a saúde debilitada e morreu, depois de uma ser internado em hospital, mais de uma vez. Postumamente teve sua literatura publicada: Auras do Sul (1888); O Filho das Ondas; Flores do Campo (1905); Dispersas (1910); As Melhores Poesias (1927). Em em homenagem ao sesquicentenário de nascimento do poeta, jornalista e teatrólogo, a Academia Sul Brasileira de Letras publicou Lobo da Costa — Obra Completa, organizado pelos professores Jandir Zanotelli e Angela Treptow Sapper.

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; blog Histórias do Teatro UFPel

Há 100 anos

Canhões de Giuseppe Garibaldi são removidos para a capital

O Estado anunciava que estavam a caminho da capital os três canhões utilizados nas embarcações construídas por Giuseppe Garibaldi, durante a Revolução Farroupilha. Em junho de 1926, o material histórico foi desenterrado do local próximo ao estaleiro dos farroupilhas em Camaquã. Os artefatos foram recolhidos pelo Museu e Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul.

(Foto: Reprodução)

Atualmente, os canhões que pertenciam à esquadra de Garibaldi estão em exposição permanente no pátio dos fundos do Museu Júlio de Castilhos, na rua Duque de Caxias, 1.205, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Epopeia

Garibaldi foi encarregado de criar um estaleiro, o que foi feito junto a uma fábrica de armas e munições em Camaquã, na estância de Ana Gonçalves, irmã de Bento Gonçalves. Lá o revolucionário coordenou a construção e o armamento de dois lanchões de guerra, o Seival e Farroupilha, ambos usados na tentativa de tomar São José do Norte, em julho de 1840.

Antes, em 1839, as embarcações foram levadas por terra, puxadas por 100 juntas de bois, em uma verdadeira epopeia, que durou seis dias, até a barra do Tramandaí. A decisão buscava burlar a vigilância dos imperiais.

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; wikipedia

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