Industrial capitão Leopoldo Haertel aguarda equipamentos para incrementar produção

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Industrial capitão Leopoldo Haertel aguarda equipamentos para incrementar produção

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Há 100 anos

O industrial capitão Leopoldo Haertel anunciou à imprensa local que esperava da Europa equipamentos que iriam otimizar a produção da Cervejaria Sul Rio-Grandense, empresa que fundou em Pelotas, em 1889. Em junho de 1926, estaria a caminho de navio, equipamentos, um maquinário completo para lavar, engarrafar, arrolhar e rotular.

Com esse novo equipamento a Cervejaria poderia fazer uma produção diária de três mil garrafas de cerveja. Haertel também contou que havia encomendado uma nova máquina para fabricação de gelo, com capacidade para produzir 20 mil quilos por dia, incrementando esse setor da fábrica.

(Foto: Reprodução)

Aos 27 anos, Leopoldo Haertel construiu a cervejaria inicialmente na rua Benjamin Constant, 51, no Porto. As instalações da fábrica foram desenvolvidas nos fundos desse imóvel, pela rua Conde de Porto Alegre, num galpão alugado.

Produzia 100 mil quilos de gelo e 1,5 mil garrafas de cerveja, além de gasosa, água mineral e sifões, produção que foi ampliada aos poucos chegando a 25 mil garrafas por dia, das quais 20 mil era de cerveja.

Até a década de 1940

Suas atividades foram encerradas na década de 1940 quando foi comprada pela Cervejaria Brahma, não tendo sido utilizada mais para a produção de cerveja ou outros produtos, apenas como depósito e distribuidora. A compra teve como finalidade de acabar com a concorrência. Em 2012 a edificação foi doada para a Universidade Federal de Pelotas e, atualmente, abriga a Livraria e Editora da UFPel.

Fonte: Acervo BPP; UFPel

 

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