O que fica e o que vem pela frente

Opinião

Marcelo Prestes

Marcelo Prestes

Apresentador e narrador

O que fica e o que vem pela frente

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A última impressão é a que fica, mas permita-me discordar momentaneamente deste dito popular para falar do Grêmio Esportivo Brasil.

A goleada por 4 a 0 sobre o Farroupilha melhorou o ambiente e recolocou o Xavante no caminho das vitórias. Mas a principal imagem deixada pelo primeiro semestre continua sendo a eliminação na Série D. É ela que explica por que o debate hoje está muito mais voltado para o futuro do que para o último resultado dentro de campo.

O primeiro grande objetivo da temporada era a Série D. E, ainda que não existisse a obrigação do acesso à Série C, a classificação entre os quatro melhores de um grupo com seis equipes era o mínimo esperado.

Em 2024, o Xavante avançou de fase. Em 2025, mesmo convivendo com problemas financeiros, teve aproveitamento superior ao de 2026. Por isso, a campanha deste ano deixou uma marca negativa que a vitória sobre o Farroupilha não apaga.

A Copa FGF tornou-se uma obrigação. O Xavante possui elenco e investimento superiores aos dos seus adversários. Mas o assunto que realmente domina a Baixada é a reformulação do elenco.

As declarações de Laécio Aquino após o empate em Pato Branco apontaram para a mesma direção: mudanças serão necessárias. E elas já começaram.

As saídas de Iury Tanque e Robinho simbolizam uma revisão de escolhas que não entregaram o retorno esperado. Mais desligamentos devem ocorrer e novas peças chegarão pensando na Série A2.

Laécio ganhou força junto à nova gestão e terá a missão de mudar não apenas a fotografia do time, mas também a mentalidade do grupo.

O Xavante entra agora em um período de reconstrução. A busca é por respostas e por um caminho que devolva o clube à elite do futebol gaúcho. Antes disso, há a obrigação de confirmar o favoritismo na Copinha para voltar ao cenário nacional em 2027.

Do outro lado do futebol, uma outra camisa acostumada à cobrança também inicia um novo capítulo. E talvez seja justamente essa busca por respostas que aproxime os dois xarás.

De um lado, o “Brasil de vermelho e preto” tentando reconstruir seu caminho. Do outro, a Seleção Brasileira buscando reencontrar o caminho do título mundial.

Um procura o caminho de volta ao protagonismo estadual e nacional. O outro tenta retornar ao topo do futebol mundial.

O palco agora é outro

A maior Copa do Mundo da história já começou. E como é bom acompanhar uma Copa.

Neste final de semana, a Seleção Brasileira abre sua caminhada diante do Marrocos. Será o primeiro grande teste de uma equipe que ainda busca sua melhor versão.

Carlo Ancelotti chega ao Mundial cercado por dúvidas. Diferentemente de outras edições, a Seleção não desembarca como principal favorita ao título.

Ainda assim, há motivos para acreditar. A nova geração reúne talento e pode transformar esta Copa no início de um ciclo promissor. Não vejo o Brasil com obrigação de conquistar o hexacampeonato, mas com condições de fazer uma campanha competitiva e deixar um legado importante para 2030.

O que pesa é o tempo. Já são 24 anos sem que a seleção mais vencedora da história levante novamente a taça. E, a cada Copa que passa, aumenta o peso da espera. Tempo demais para um país acostumado a falar que a taça do mundo é nossa.

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