Liga Feminina de Ação Católica cria a Casa da Criança São Francisco de Paula

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Liga Feminina de Ação Católica cria a Casa da Criança São Francisco de Paula

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Atualizado quinta-feira,
11 de Junho de 2026 às 15:16

Há 90 anos

O 11 de junho marca o aniversário de fundação da Associação denominada Casa da Criança São Francisco de Paula. A entidade, sem fins lucrativos, foi criada pela Liga Feminina de Ação Católica de Pelotas, em 1936, com o nome de Creche São Francisco de Paula, tornando-se a primeira a funcionar em turno integral, em regime de externato, no município.

A pedagoga Adriana Duarte Leon lembra no artigo Creche São Francisco de Paula: uma contribuição para a história da infância de Pelotas (2009) o que motivou a criação da Associação. “Paralelamente ao desenvolvimento industrial, cultural e arquitetônico, parcela da população vivia em situação de pobreza. A sociedade pelotense, agredida com a explicitação da miséria nas ruas, reivindicava investimentos públicos. Sentindo-se lesada em não receber esses auxílios, apelava para alternativas próprias”, relembra.

Trajetória da entidade

A primeira reunião ocorreu no salão São José, anexo à Catedral Metropolitana São Francisco de Paula, convocada pelo bispo Dom Joaquim Ferreira de Mello, que reuniu pessoas ilustres do município para se mobilizarem pela causa. Durante o encontro, foi constituída a primeira diretoria e um conselho de dez membros. O objetivo era criar uma instituição “destinada a amparar, zelar e proteger crianças, cujos pais, por suas atividades, não pudessem atender seus filhos”, de acordo com a ata nº 1, do dia 11, destaca a pesquisadora.

A pedagoga Adriana Leon revela que a ideia da creche foi recebida com bastante simpatia pela sociedade. O lugar escolhido para instalar a creche foi a sede social das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado e todas as reuniões que ocorriam da diretoria, na futura sede da creche, eram assistidas pela madre Maria Albertina.

Foi tarefa da diretoria criar a Sociedade Protetora da Creche (SPC) e convidar pessoas interessadas em contribuir com a instituição. Ao mesmo tempo foi constituído um corpo de mordomas para auxiliar a SPC. “Anualmente, eram listadas doze pessoas, cada uma responsável por acompanhar o cotidiano da creche no mês de sua escolha, na função de mordoma, que era a de assessorar a instituição no mês de sua responsabilidade”, conta Adriana. Em 15 de agosto de 1936, foi inaugurada oficialmente a creche São Francisco de Paula.

Fontes: Acervo BPP; Creche São Francisco de Paula: uma contribuição para história da infância de Pelotas (FaE/UFPel), de Adriana Duarte Leon.

Há 50 anos

Alunos celebram junto com a Marinha brasileira a Batalha do Riachuelo

Alunos da, então, Escola Técnica Federal de Pelotas participaram do encerramento das solenidades alusivas ao aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, promovido pelo Ministério da Marinha, por meio da Delegacia da Capitania dos Portos do Estado, em Pelotas. Às 9h foram hasteadas as bandeiras Nacional, do Rio Grande do Sul e da ETFPel. Depois houve a entrega de prêmios aos vencedores do concurso de cartazes sob o mesmo tema.

A Batalha Naval do Riachuelo, ou simplesmente Batalha do Riachuelo, foi travada em 11 de junho de 1865 às margens do arroio Riachuelo, um afluente do rio Paraná, na província de Corrientes, na Argentina. Foi um evento decisivo, um marco da vitória brasileira. O evento é considerado pelos historiadores militares como uma das mais importantes batalhas da Guerra do Paraguai (1864-1870). A data é definida como magna para a Marinha do Brasil.

Três heróis

Dois dos maiores heróis brasileiros desta batalha naval hoje são nome de rua em Pelotas e em diferentes cidades gaúchas. Foram eles: o português Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva (1804-1882), o Almirante Barroso, e o Imperial Marinheiro Marcílio Dias (1838-1865), nascido em Rio Grande. Além deles, compõem o trio de heróis, o Guarda-Marinha João Guilherme Greenhalgh (1845-1865), nascido no Rio de Janeiro.

Quem foram:

  • Almirante Barroso ou Barão do Amazonas: Comandante da esquadra imperial brasileira. A bordo da fragata Amazonas, liderou as manobras decisivas que garantiram a vitória da Tríplice Aliança contra as forças paraguaias.
  • Marcílio Dias: Reconhecido pelo seu extremo heroísmo na corveta Parnaíba. Ferido mortalmente, lutou corpo a corpo com quatro inimigos para evitar que a bandeira brasileira fosse arriada. O rio-grandino era negro, porém esse detalhe de sua biografia é pouco comentado.
  • João Guilherme Greenhalgh: também a bordo da Parnaíba, sacrificou sua vida para defender o pavilhão nacional durante um violento combate de abordagem.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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