Perfurações na Bacia de Pelotas vão começar em 2028

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Perfurações na Bacia de Pelotas vão começar em 2028

Fase de perfuração exploratória de petróleo deve começar em menos de dois anos

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Perfurações na Bacia de Pelotas vão começar em 2028
(Foto: Petrobras)

A Petrobras deverá iniciar, nos próximos meses, a licitação para o fretamento de aeronaves que irão operar na Bacia de Pelotas a partir de 2028. A informação foi confirmada pelo gerente do aeroporto João Simões Lopes Neto, Wesley Puygcerver, ao Grupo A Hora.

Após reunião com o gerente de operações da Petrobras, na última semana, Puygcerver teve a garantia de que o terminal será a base operacional da empresa estatal. “Dentro de alguns meses a Petrobras deve colocar o certame no mercado para começara operar pelo nosso aeroporto”, afirma.

A escolha de Petrobras para instalar em Pelotas sua primeira base operacional no Rio Grande do Sul representa um marco econômico e estratégico para a região sul do Estado. A cidade foi definida como centro de apoio às futuras operações de exploração da chamada Bacia de Pelotas, área marítima que se estende pela costa gaúcha até Santa Catarina e é apontada como uma nova fronteira promissora para petróleo e gás.

Pelo cronograma apresentado, a fase de perfuração exploratória deve começar em abril de 2028. Além da logística operacional, Pelotas concentrará atividades administrativas ligadas ao projeto, enquanto o Aeroporto Internacional João Simões Lopes Neto servirá como estrutura de apoio para transporte de equipes, equipamentos e insumos. Já o Porto do Rio Grande deve atuar como base marítima complementar.

Economia fortalecida

A expectativa é de forte impacto econômico antes mesmo do início efetivo da exploração. A chegada de empresas terceirizadas e operadoras deve aquecer setores como hotelaria, comércio, serviços e mercado imobiliário, além de ampliar a arrecadação municipal por meio de impostos como ISS e ITBI. Pelotas também poderá futuramente receber recursos provenientes de royalties do petróleo.

Olhar ambiental

Ao mesmo tempo, o projeto ainda depende de etapas ambientais e estudos socioeconômicos conduzidos junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, incluindo avaliação de impactos sobre atividades tradicionais da região, como pesca artesanal, turismo e aquicultura. A Petrobras também sinalizou a realização de audiência pública para apresentar detalhes da operação à comunidade local.

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