Entre os clubes que já disputaram o Gauchão, o Bagé é o que está há mais tempo longe da elite entre as equipes da edição de 2026 da Divisão de Acesso. A última participação do Jalde-Negro na primeira divisão foi em 1994. Desde então, o clube acumula 32 anos de ausência da elite, com algumas temporadas disputadas na Terceirona, a mais recente em 2022. Desde o retorno à Série A-2, a equipe busca o acesso, mas ainda não conseguiu chegar perto do objetivo. A melhor campanha foi em 2025, quando acabou eliminada pelo Inter-SM nas quartas de final.
Laboratório na Copinha
O Bagé disputou recentemente a Copa Carlos Caetano Verri. A equipe chegou até a semifinal, quando foi eliminada pelo Gramadense nos pênaltis. A participação foi encarada como uma espécie de laboratório para a Série A-2. O técnico Rodrigo Bandeira foi mantido, assim como parte do elenco, entre eles o zagueiro Yuri Bigode, ex-Pelotas, e o centroavante Michel, ex-Brasil.
“A gente priorizou montar um elenco competitivo, com o teto salarial um pouco mais abaixo do mercado, para a gente fazer uma espinha, uma espécie de laboratório, e foi muito vantajoso. A gente conseguiu tirar uma conclusão de que temos algumas peças muito boas para dar início à competição e, claro, a gente está atento ao mercado para repor”, disse Maurício Goulart, diretor de futebol do Bagé, à Rádio Pelotense 99,5 FM.
O dirigente destaca que, assim como Pelotas e tantos outros clubes da Divisão de Acesso, o Bagé aguarda a chegada de atletas que estão disputando a reta final da Série D e de outras competições, como a Divisão de Acesso de Santa Catarina, encerrada no último fim de semana.
O elenco do Jalde-Negro ainda conta com outros nomes com passagem pelo futebol pelotense, como o polivalente Yander, o meia Fernandinho e o atacante Johann, todos ex-Brasil, além do volante Elias Ceará, com passagem pela dupla Far-Pel.
Entre os jogadores que disputaram a Copinha, o zagueiro Diego Rocha deixou a Pedra Moura para defender o Glória na Divisão de Acesso. O diretor de futebol do Bagé destaca que, na montagem do elenco, a opção foi por atletas com o perfil exigido pela competição.
“A gente pensa muito na questão física, porque é muito jogo de combate, divididas, é muita bola aérea. Então a gente pensou mais ou menos nessas características”, afirmou o dirigente, que também projeta a Divisão de Acesso deste ano como uma das mais equilibradas dos últimos tempos.
“Sem sombra de dúvidas, uma das mais difíceis dos últimos dez, 15 anos. Tem seis, sete equipes que estão no nível de Série D. Essa é uma competição muito parelha, muito difícil, só que a gente entende que essa competição exige isso [características citadas]”, completou.
Estreia no outro lado do estado
O Bagé terá, já na primeira rodada, a viagem mais longa da fase classificatória. No domingo, às 15h, o Jalde-Negro vai até Frederico Westphalen enfrentar o União Frederiquense. A distância entre as cidades é de 532 quilômetros.
“A gente tem uma estreia muito difícil e sabe que a equipe do União é uma das favoritas pelo contexto todo, pela estrutura e pelo elenco que estão montando. Então vai ser um jogo muito difícil.”
Na terceira rodada, o Bagé enfrentará o Pelotas na Boca do Lobo, às 15h do dia 9 de agosto, um domingo. Já o confronto contra o Brasil será disputado na Pedra Moura, na última rodada.
Elenco
Goleiros: Marcos (29 anos), Tom (37) e Enzo de Leon (23)
Laterais-direitos: Yander (23) e Nicolas Arno (22)
Lateral-esquerdo: Gustavo Nogy (31)
Zagueiros: Yuri Bigode (31), Paulo Breno (20), Jalison (23), Hobuss (20) e Nicolás Márquez (28)
Meio-campistas: Solivan (22), Fernandinho (25), Sergio (18), Chaves (25), Kauê Cardoso (21), Cunha (19) e Elias Ceará (33)
Atacantes: Gustavo Gaúcho (27), Kauan Mateus (21), Kauê (21), Vinicius Henrique (25), Johann (24), Michel Henrique (37), Diovani (21), Rafinha (29), Edson Silva (31) e Cavani (28)