É preocupante o levantamento que o jornalista Pedro Petrucci vem fazendo em sua coluna nos últimos dias. Ele já calculou pelo menos 16 candidaturas só de Pelotas a deputado federal. Para estadual, o número chega perto disso. Ou seja, vivemos hoje uma tendência muito clara de pulverização do voto local.
De nada adianta imprensa, lideranças sociais e entidades clamarem pelo aumento da representatividade quando os partidos são pouco ou nada estratégicos na hora de indicar nomes. Aliás, até há estratégia, mas em nada ela leva em consideração interesses regionais, sobretudo da metade Sul. O foco é aumentar suas votações e ampliar suas bancadas. Faz parte, estão defendendo seus interesses. O problema é que a região está em rota de, mais uma vez, ficar com uma representatividade minúscula, ou até inexistente, nos parlamentos estadual e federal.
Não há receita certa para curar isso. Afinal de contas, tudo está dentro do jogo democrático e de como as coisas se desenharam ao longo da história. No entanto, é preciso ter uma última esperança: no eleitor. Ele é o único que pode reverter esse cenário. Obviamente o voto é estritamente pessoal, diante da identificação de cada um, mas é fundamental que as pessoas tenham consciência do poder que têm em mãos e do que isso pode gerar para nossa comunidade.
Ao longo dos próximos dias, a Rádio Pelotense, do Grupo A Hora, vai entrevistar os candidatos locais ao posto de deputados estaduais e federais. É mais um movimento, dentro do que nos cabe, para tentar fortalecer a representatividade regional. Diante do cenário crítico que se desenha, o eleitor conhecer de fato os nomes daqui e convencer-se por eles, é a última cartada para reverter a baixa representatividade. Naturalmente, sempre levando em conta a necessidade de escolher pessoas que de fato representem seus interesses e suas ideias.