Durante 19 dias, a diretora artística e roteirista do espetáculo Pocket Doces Aventuras Pelotas – Uma Jornada Mágica, atração inspirada no livro infantojuvenil produzido pela Anima Cultural, deixa de ser Luiza Robaina para virar a Morena Bomboni, personagem que dá vida ao Bombom de Morango na Fenadoce. Atriz desde a infância, Luiza criou do zero o roteiro, as músicas e a concepção artística do espetáculo, que vem encantando crianças e adultos durante a feira.
Como surgiu a ideia de transformar o livro em um espetáculo teatral?
A proposta sempre foi ampliar o alcance da história e aproximar ainda mais o público da tradição doceira. O livro e o pocket nasceram com o mesmo objetivo: preservar a memória das doceiras e fazer com que as novas gerações conheçam e valorizem esse patrimônio cultural de Pelotas.
A reação do público correspondeu às expectativas de vocês?
Superou completamente. Nós tivemos pouco tempo para preparar tudo e não imaginávamos que a resposta seria tão intensa. Ver crianças e adultos se emocionando, interagindo com os personagens e participando da história foi uma das maiores recompensas de todo esse trabalho. A interação. Elas participam da apresentação o tempo todo, procuram os personagens no livro, conversam conosco depois do espetáculo e querem compartilhar as descobertas que fizeram. Isso cria uma conexão muito especial entre o palco, os personagens e o público.
O que mais perguntam para a Morena Bomboni?
Qual o meu doce favorito? É claro, o bombom de morango. Mas eu acho que é justamente essa a ideia de acompanhar o livro com o pocket. As crianças querem saber muitas coisas da obra e nos mostram e identificam os personagens e os doces. E eu acho que isso acabou aproximando mais o público da gente, do que se fosse só uma apresentação ou só a gente passeando.
O que representa para você fazer parte da Fenadoce há tantos anos?
A Fenadoce faz parte da minha vida. Comecei ainda criança e hoje não consigo imaginar minha trajetória sem a feira. Além do trabalho artístico, construí amizades e uma relação muito forte com as doceiras, os expositores e toda a equipe. Todo ano, quando volto, é como se estivesse chegando em casa. No palco, fazemos a para o público e para nós mesmos, pois nos divertimos juntos com a platéia. Aí às vezes dá uma coisinha errada, aí é melhor ainda, porque a gente se diverte mais ainda.
O pocket pode ganhar uma versão maior no teatro?
Existe essa possibilidade e ela é muito real. Já estamos falando sobre a continuidade da história no palco e um segundo livro está sendo escrito. Pelotas tem um patrimônio cultural riquíssimo e acredito que esse universo tem potencial para se transformar em um espetáculo teatral ainda maior.
