Há 110 anos
O empresário Luiz Beltrão Barbosa recebeu destaque na imprensa local. Em 1916, era proprietário da fábrica a vapor de sabão e velas. A indústria ficava na esquina das ruas Santa Cruz Três de Fevereiro (Major Cícero de Góes Monteiro).
Além de industrial, Luiz Barbosa também atuou na política pelotense, como conselheiro municipal, por 12 anos.
De acordo com o livro Os passeios da cidade antiga, do historiador Mario Osorio Magalhães, a rua Três de Fevereiro passou a se chamar Major Cícero em 1934. Originalmente, a via era denominada rua do Torres (em identificação ao morador Antônio José Torres) ou Rua de Portugal. O prédio ainda existe e atualmente, pertence à Casa do Trabalhador.
O primeiro nome
Em novembro de 1854, a Câmara Municipal revisou a nomenclatura das ruas e a via passou a se chamar Três de Fevereiro, em memória à data da Batalha de Morón ou Monte Caseros (ocorrida em 1852), na qual forças brasileiras e aliadas venceram Juan Manuel Rosas.
Oitenta anos após a adoção do nome anterior, a rua recebeu sua denominação atual. A substituição foi motivada pelo fato de que o significado da data Três de fevereiro era pouco conhecido pela população e pelo peso político do novo homenageado.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 100 anos
Artigo publicado em jornal local reafirma a origem negra do tango

Em 1926 o gênero musical era aceito nas rodas sociais argentinas (Foto: Ana Cláudia Dias)
O jornal A Opinião Pública, de Pelotas, trouxe na capa da edição de 12 de julho de 1926 um artigo assinado por Carlos D. Fernandes, intitulado “Cosas de negros”. O registro trazia uma resenha do ensaio, homônima ao título do artigo, do jornalista, pesquisador e escritor uruguaio Vicente Rossi (1871-1947), radicado na Argentina, sobre a origem do tango portenho. A obra havia sido publicada meses antes.
Na época, o tango não apenas já era aceito, como vivia um de seus momentos mais gloriosos na Argentina. O surgimento do autêntico gênero musical ocorreu em subúrbios e bordéis no final do século 19.
Antes ignorado e hostilizado pela elite argentina, foi abraçado pela alta sociedade europeia a partir da década de 10 do século 20. A aprovação europeia trouxe o reconhecimento e a adoção do tango, como orgulho nacional. Em Pelotas, o tango seguidamente era uma das atrações das companhias de teatro de variedades apreciadas nos espetáculos que chegavam ao município.
O ensaio de Rossi abrangia aspectos e casos de folclore rio-pretense, reivindicando para a raça negra a criação da mulenga, também chamada de originalmente de mulonga ou milonga, e do tango “de hoje infiltrados como elementos de graça e bom tom nas mais avançadas civilizações”, comentou Fernandes.
Toca o tambor
“Os negros internados na Sul-América chamavam as suas reuniões ‘tocá tango’ (toca tambor), música típica e preferencial de raças ‘atrasas’”, descreveu o articulista. “Assim, pois, tango termo africano, designa dança africana e não argentina, como demonstra e prova o senhor Vicente Rossi nas suas 400 e muitas páginas de um estudo completo”, acrescentou Fernandes.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 30 anos
Pelotas viveu a 5ª edição da Fenadoce também no mês de julho

Inessa, Ana Paula e Deise formaram a corte de 1996 (Foto: Reprodução)
A 5ª Fenadoce marcou o inverno de Pelotas e da Zona Sul de 3 a 14 de julho de 1996. Na época o evento ocorreu no prédio da antiga fábrica Conservas Alimentícias Cicasul e a realização era da CDL Pelotas. As tituladas daquela edição foram Inessa Carrasco Pereyra (rainha) e Ana Paula Leão Vieira da Cunha e Deise Corrêa Mendes (princesas).
Nesse período a Rua do Doce, na rua Sete de Setembro, entre Andrade Neves e General Osório, ficou desativada para que as doceiras pudessem se dedicar integralmente à Fenadoce. Após um ano e sete meses sem comercializarem seus produtos no centro histórico, as doceiras tinham conquistado um lugar fixo. Naquele período, também estava em estudo um projeto para a construção de quiosques para abrigar as quituteiras.
As doceiras, da Cooperativa das Doceiras, revezavam-se em duas turmas de oito, para expor durante dez dias cada grupo. Com esse entendimento, foi possível atender a exigência dos consumidores, que queriam o local ocupado com elas. “Muitos consumidores ficaram aborrecidos quando souberam que pararíamos no período da Fenadoce”, disse a doceira Magda Siqueira, na época.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense