Brasil e Japão se enfrentam nesta segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), no Estádio NRG, em Houston, pela segunda fase da Copa do Mundo. A partida terá transmissão da TV Globo, SBT, SporTV, NSports, CazéTV e GeTV. O italiano Maurizio Mariani será o árbitro, auxiliado pelos compatriotas Daniele Bindoni e Alberto Tegoni. Quem vencer enfrentará Noruega ou Costa do Marfim nas oitavas de final.
Agora é mata-mata. Depois de uma primeira fase sem grandes sustos, a Seleção Brasileira entra na parte mais dura da Copa. A tendência é que Carlo Ancelotti repita, pela primeira vez, uma escalação no comando da Seleção. O Brasil deve ir a campo com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr. Raphinha segue fora, em recuperação de lesão na coxa direita. Neymar deve começar novamente no banco.
Do outro lado, porém, não há um adversário qualquer. O Japão fez boa primeira fase no Grupo F. Empatou com a Holanda, goleou a Tunísia e voltou a empatar contra a Suécia. A provável formação tem Suzuki; Watanabe, Taniguchi e Hiroki Ito; Doan, Sano, Tanaka e Nakamura; Kamada, Maeda ou Junya Ito; e Ueda. Kubo e Itakura são dúvidas.
O jogo também carrega uma memória recente. Em outubro do ano passado, o Japão venceu o Brasil de virada por 3 a 2, em Tóquio. Na época, Ancelotti chamou a derrota de “boa aula”. Oito meses depois, o reencontro acontece em outro contexto, com outro peso e com uma Seleção bastante modificada. Daquele time titular, apenas Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá e Vini Jr devem começar a partida desta segunda.
Há, ainda, uma história maior por trás do confronto. O Japão cresceu olhando para o futebol brasileiro. Zico é o símbolo mais forte desta ponte. Jogou no Kashima Antlers, ajudou no desenvolvimento do futebol japonês, treinou a seleção do país e virou referência para uma geração que aprendeu a tratar o Brasil não apenas como potência, mas como escola.