Disponibilidade 24 horas por dia, sete dias por semana. Pagamento caindo na conta em até 10 segundos. Sem custo de transação. Popular da mega empresa ao pequeno negócio ou ao ambulante informal. Nada na história recente do Brasil fez tanto sucesso quanto a ferramenta Pix. De quebra, ela reduziu o uso de cédulas. Por isso, mais de 80% da população brasileira aderiu à criação do Banco Central. Em um momento em que tudo vira polarização, ele talvez seja o único assunto unânime. Diante de tudo isso, é mais do que natural que ele seja intocável e inquestionável e vire também ferramenta política.
É fato que se algum político em algum momento comprar briga com o Pix, automaticamente ele verá um salto de rejeição. Por isso, a crítica do governo norte-americano liderado por Donald Trump à ferramenta caiu tão mal. E faz sentido: ele é bom para o Brasil e para os brasileiros. Se desagrada estrangeiros, sinto muito, é do jogo. Diante da necessidade de zelo por produtos nacionais, ele é um dos motores do comércio e do varejo. Do ambulante da praia ao restaurante chique, passando pelos amigos que precisam dividir a conta e fica mais fácil.
As grandes empresas financeiras dos EUA têm seu lado em criticar, afinal, ele democratizou o acesso às transações financeiras e ampliou as possibilidades de negócios sem o desconto de taxas. Mas o Brasil precisa olhar para os brasileiros e não ceder às pressões de entes estrangeiros. Pelo contrário: o modelo já é de exportação e inclusive vem sendo adotado em mais de uma dezena de países que costumam receber brasileiros.
É patriotismo e defesa nacional preservar um modelo que é benéfico para nossa população e nossa economia. Diante disso, é preciso que haja a unidade em torno da busca por garantias de que nenhum dos candidatos vai ceder à pressão americana, que tem como interesse única e exclusivamente eles próprios. O Brasil depende do Pix e se orgulha dele e o brasileiro conta com isso para manter a funcionalidade dos seus negócios.